Google+ Confraria do Bruxo: 2013

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Simples Receita para a Felicidade


1. Desista da sua necessidade de estar sempre certo

Há tantos de nós que não podem suportar a ideia de estarem errados – querem ter sempre razão – mesmo correndo o risco de acabar com grandes relacionamentos ou causar estresse e dor, para nós e para os outros. E não vale a pena, mesmo. Sempre que você sentir essa necessidade “urgente” de começar uma briga sobre quem está certo e quem está errado, pergunte a si mesmo: “Eu prefiro estar certo ou ser gentil?” (Wayne Dyer) Que diferença fará? Seu ego é mesmo tão grande assim?


2. Desista da sua necessidade de controle


Estar disposto a abandonar a sua necessidade de estar sempre no controle de tudo o que acontece a você e ao seu redor – situações, eventos, pessoas, etc. Sendo eles entes queridos, colegas de trabalho ou apenas estranhos que você conheceu na rua – deixe que eles sejam. Deixe que tudo e todos sejam exatamente o que são e você verá como isso irá o fazer se sentir melhor.


“Ao abrir mão, tudo é feito. O mundo é ganho por quem se desapega, mas é necessário você tentar e tentar. O mundo está além da vitória.” Lao Tzu


3. Pare de culpar os outros


Desista desse desejo de culpar as outras pessoas pelo que você tem ou não, pelo que você sente ou deixa de sentir. Pare de abrir mão do seu poder e comece a se responsabilizar pela sua vida.


4. Abandone as conversinhas auto-destrutivas


Quantas pessoas estão se machucando por causa da sua mentalidade negativa, poluída e repetidamente derrotista? Não acredite em tudo o que a sua mente está te dizendo – especialmente, se é algo pessimista. Você é melhor do que isso.


“A mente é um instrumento soberbo, se usado corretamente. Usado de forma errada, contudo, torna-se muito destrutiva.” Eckhart Tolle


5. Deixe de lado as crenças limitadoras


Crenças sobre quem você pode ou não ser, sobre o que é possível e o que é impossível. De agora em diante, não está mais permitido deixar que as suas crenças restritivas te deixem empacado no lugar errado. Abra as asas e voe!


“Uma crença não é uma ideia realizada pela mente, é uma ideia que segura a mente.” Elly Roselle


6. Pare de reclamar


Desista da sua necessidade constante de reclamar daquelas várias, várias, váaaarias coisas – pessoas, momentos, situações que te deixam infeliz ou depressivo. Ninguém pode te deixar infeliz, nenhuma situação pode te deixar triste ou na pior, a não ser que você permita. Não é a situação que libera esses sentimentos em você, mas como você escolhe encará-la. Nunca subestime o poder do pensamento positivo.


7. Esqueça o luxo de criticar


Desista do hábito de criticar coisas, eventos ou pessoas que são diferentes de você. Nós somos todos diferentes e, ainda assim, somos todos iguais. Todos nós queremos ser felizes, queremos amar e ser amados e ser sempre entendidos. Nós todos queremos algo e algo é desejado por todos nós.


8. Desista da sua necessidade de impressionar os outros


Pare de tentar tanto ser algo que você não é só para que os outros gostem de você. Não funciona dessa maneira. No momento em que você pára de tentar com tanto afinco ser algo que você não é, no instante em que você tira todas as máscaras e aceita quem realmente é, vai descobrir que as pessoas serão atraídas por você – sem esforço algum.


9. Abra mão da sua resistência à mudança


Mudar é bom. Mudar é o que vai te ajudar a ir de A a B. Mudar vai melhorar a sua vida e também as vidas de quem vive ao seu redor. Siga a sua felicidade, abrace a mudança – não resista a ela.


“Siga a sua felicidade e o mundo abrirá portas para você onde antes só havia paredes” Joseph Campbell


10. Esqueça os rótulos


Pare de rotular aquelas pessoas, coisas e situações que você não entende como se fossem esquisitas ou diferentes e tente abrir a sua mente, pouco a pouco. Mentes só funcionam quando abertas.


“A mais extrema forma da ignorância é quando você rejeita algo sobre o que você não sabe nada” Wayne Dyer


11. Abandone os seus medos


Medo é só uma ilusão, não existe – você que inventou. Está tudo em sua cabeça. Corrija o seu interior e, no exterior, as coisas vão se encaixar.


“A única coisa de que você deve ter medo é do próprio medo” Franklin D. Roosevelt


12. Desista de suas desculpas


Mande que arrumem as malas e diga que estão demitidas. Você não precisa mais delas. Muitas vezes nos limitamos por causa das muitas desculpas que usamos. Ao invés de crescer e trabalhar para melhorar a nós mesmos e nossas vidas, ficamos presos, mentindo para nós mesmos, usando todo tipo de desculpas – desculpas que, 99,9% das vezes, não são nem reais.


13. Deixe o passado no passado


Eu sei, eu sei. É difícil. Especialmente quando o passado parece bem melhor do que o presente e o futuro parece tão assustador, mas você tem que levar em consideração o fato de que o presente é tudo que você tem e tudo o que você vai ter. O passado que você está desejando – o passado com o qual você agora sonha – foi ignorado por você quando era presente. Pare de se iludir. Esteja presente em tudo que você faz e aproveite a vida. Afinal, a vida é uma viagem e não um destino. Enxergue o futuro com clareza, prepare-se, mas sempre esteja presente no agora.


14. Desapegue do apego


Este é um conceito que, para a maioria de nós é bem difícil de entender. E eu tenho que confessar que para mim também era – ainda é -, mas não é algo impossível. Você melhora a cada dia com tempo e prática. No momento em que você se desapegar de todas as coisas, (e isso não significa desistir do seu amor por elas – afinal, o amor e o apego não têm nada a ver um com o outro; o apego vem de um lugar de medo, enquanto o amor… bem, o verdadeiro amor é puro, gentil e altruísta, onde há amor não pode haver medo e, por causa disso, o apego e o amor não podem coexistir), você irá se acalmar e se virá a se tornar tolerante, amável e sereno… Você vai alcançar um estado que te permita compreender todas as coisas, sem sequer tentar. Um estado além das palavras.


15. Pare de viver a sua vida segundo as expectativas das outras pessoas


Pessoas demais estão vivendo uma vida que não é delas. Elas vivem suas vidas de acordo com o que outras pessoas pensam que é o melhor para elas, elas vivem as próprias vidas de acordo com o que os pais pensam que é o melhor para elas, ou o que seus amigos, inimigos, professores, o governo e até a mídia pensa que é o melhor para elas. Elas ignoram suas vozes interiores, suas intuições. Estão tão ocupadas agradando todo mundo, vivendo as suas expectativas, que perdem o controle das próprias vidas. Isso faz com que esqueçam o que as faz feliz, o que elas querem e o que precisam – e, um dia, esquecem também delas mesmas. Você tem a sua vida – essa vida agora – você deve vivê-la, dominá-la e, especialmente, não deixar que as opiniões dos outros te distraiam do seu caminho.




Abraços fraternos,
Bruxo Branco!

domingo, 29 de setembro de 2013

Os cuidados que devemos tomar...


Essa história me chamou atenção, pois ela é como de muitos outros médiuns que são iludido na busca pelo “desenvolvimento de sua mediunidade”, pai no santo que falam em umbanda caridosa mais é apenas um pano para por médium despreparado em suas mãos abeis para poder disfarçadamente arrancar dinheiro, destes filhos que confiam cegamente em seus Pai de santo. Mas leiam e tirem suas conclusões:
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As vezes eu ando por ai e vejo que muitos tem 4 palavras a me dizer, Umbanda não é caridade. Eu recentemente passei por uma situação muito inusitada, filho de berço de minha tia e Mãe de Santo comecei a frequentar uma casa "teimoso" minha tia sempre me alertou, enfim nesta casa não posso negar o Axé recebido, e o bem que me foi feito, mas em algum tempo eu comecei a ver minha vida desmoronar...
Desespero veio ao natural e a mãe da casa me disse que eu tinha de fazer uma entrega a 11 entidades, isso mesmo "11" e se não o fizesse meu caminho seria a morte, detalhe: para descobrir e determinar o trabalho eu tive de pagar R$100,00 por uma consulta particular com a entidade da casa, iludido e com medo paguei, minha Tia a esta altura do campeonato nem ao menos me lembrava dela. Amigos a minha surpresa foi grande pois a cada entidade eu deveria fazer uma entrega e a mãe me cobraria R$200 por cada entrega fora material e transporte, eu realmente fiquei indignado e pensei: Cadê a caridade?
Como um flash em minha cabeça lembrei da minha tia corri ao telefone e falei com ela...
Hoje estou bem graças a Deus, e tenho uma solução muito boa para muitos problemas as vezes os quais cassamos com nossas mãos. Fé em Deus, Fé naqueles que carregamos, e principalmente Fé em nós mesmos.

A lição acima foi dada por minha Tia e Mãe de Santo, eu gastei apenas joelho para ajoelhar e rezar, um monte de Fé que se exerce e 4 velinhas brancas, mas com certeza atos que mudaram minha vida.
Depois disso tudo passei por uma boa limpeza espiritual e estou aqui "Formoso". Ajudei minha Tia sim, mas não pelo valor que ela não cobrou e sim pela Caridade exercida por ela, retribui conforme tocou meu coração.

Será normal se cobrar pelas palavras amigas de um Preto-Velho, pela energia revigorante de um Caboclo, pela pureza de uma Criança ou pela proteção de um Exú. Que devemos cobrar pelo que nos foi dado gratuitamente?
É certo tirar proveito daqueles que procuram por ajuda e já estão necessitados?
A mediunidade é um dom, mais que um dom, um presente divino. Uma forma de atingir o coração das pessoas mais necessitadas e lhes encher de carinho e segurança.
Afinal, a Umbanda também é amor! Amor pelos encarnados e pelos desencarnados.
Amor por ajudar aos necessitados. Amor pela caridade, pois a Umbanda é acima de tudo amor pela caridade!
Desde que foi revelada pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas, a caridade foi colocada como alicerce da Umbanda. Pois a Umbanda é louvação à Deus. E Deus é amor e caridade. E todas as entidades que estiverem dispostas a trabalhar em prol da humanidade terão seu lugar em um verdadeiro terreiro de Umbanda. Afinal, a Umbanda é serviço prestado ao próximo, é se esquecer do orgulho humano e aprender a ser humilde. Aprender a respeitar o sofrimento alheio como se fosse o nosso próprio sofrimento.
Ser Umbandista é ter sempre o coração aberto ao novo. Pois a Umbanda é filha do preconceito, e na Umbanda não se deve existir discriminação. Somos todos iguais! Em gênero, cor (todos somos da raça humana) e classe social!
Na Umbanda não há distinção entre os encarnados e nem entre os desencarnados. Afinal, somos todos filhos de Deus. E todos merecemos ser tratados com amor e dedicação.
Na Umbanda todos temos o direito de buscar e obter o auxílio necessário para nossa evolução. Pois evoluir é necessário. E não há meio melhor de se evoluir do que coma prática da caridade, do que sendo caridoso. Como diz Pai Pery, “Fazer caridade é importante, ser caridoso com o irmão é essencial”. Ser Umbandista é ser caridoso!
Então meus irmãos, não se iludam! Não se deixem enganar por quem diz que devemos pagar para obter auxílio em um terreiro de Umbanda. Não se deixem enganar por quem diz que a Umbanda é uma fábrica de desejos e lhes promete tudo com prazos. Pois a Umbanda, também é merecimento.
Seja caridoso meu irmão, e então serás Umbandista. Umbandista de corpo, alma, mente e coração.
Umbandista a serviço da caridade.


Abraços Fraternos,
Bruxo Branco

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Para Refletir...



Para Refletir:

Li em algum lugar da internet, e refleti como nós fizemos isso com nosso semelhante.”Um menino entrou numa loja de animais e perguntou o preço dos filhotes: Entre 300 e 500 reais, respondeu o dono. O menino puxou uns trocados do bolso e disse: - Mas, eu só tenho 10 reais. Será que poderia ver os filhotes? O dono da loja chamou Lady, a mãe dos cachorrinhos, que veio correndo, seguida de cinco bolinhas de pelo. Um dos cachorrinhos vinha mais atrás, com dificuldade, mancando. O menino apontou o cachorrinho que mancava e perguntou: - o que é que há com ele? O dono da loja explicou que ele tinha um problema no quadril e andaria daquele jeito para sempre. O menino se animou e disse com enorme alegria no olhar: Esse é o cachorrinho que eu quero comprar! O dono da loja estranhou e falou: -Não, você não vai querer comprar esse. Mas se quiser ficar com ele, eu te dou de presente. O menino emudeceu… Olhou para o dono da loja e falou: "Eu não quero que você me dê, pois aquele cachorrinho vale tanto quanto qualquer um dos outros. E eu vou pagar tudo. Na verdade, eu ofereço 10 reais agora e 1 real por mês, até completar o preço. " Surpreso, o dono da loja falou: Mas este cachorrinho nunca vai poder correr, pular e brincar com você… Sério, o menino levantou lentamente a perna esquerda da calça, deixando à mostra a prótese que usava para andar… - Veja, ele disse, eu também não corro muito bem e o cachorrinho vai precisar de alguém que entenda isso...

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Guias e Mentores Espirituais Punem o Médium?


Foi me perguntado se alguém que é médium e está frequentando um centro, quer ser espírita, quer ser de umbanda, se depois de um tempo decidir sair, se os guias vão puni-lo?

Bem, vamos aos esclarecimentos sobre este assunto.

Quando falamos sobre "guias de Umbanda" podemos de forma simples nos referir a "trabalhadores do astral" que militam na lei de Umbanda e que se até nós se dirigem, isso se dá para que também nós possamos aprender e evoluir. Não podemos tropeçar na vida e desejarmos ensinar alguém a andar, o que desejo dizer é que estes espíritos sejam da linha a que pertençam, são seres de luz, evoluídos e associar "vingança" aos mesmos é algo totalmente fora de cogitação, mostrando total despreparo do médium ou dirigente que desta forma se refere aos guias, como se eles fossem espíritos ignorantes.

Nós como seres em evolução ainda associamos um terreiro como "uma tenda de milagres" onde depositamos nossos problemas nas mãos dos guias e esperamos que eles resolvam aquilo que é de nossa responsabilidade o que de forma alguma existe.

Movidos pelo nosso ego ferido e orgulho quando percebemos que toda mudança externa requer talharmos nossos defeitos interiores, procuramos então um culpado para fugirmos desta responsabilidade e o guia, o terreiro e o dirigente sério sempre pagam o pato. Nos afastamos e nossa vida não anda pra frente simplesmente porque nosso interior está em desajuste e enquanto não arrumarmos isso, as coisas tendem a dar errado.

Lembramos aqui da lei de afinidade em que os nossos inimigos por questão de vibração se ligam a nós atuando para que tudo a nossa volta de errado e no afã de nos desviar de um caminho de luz, nos levam a casas onde impera a indisciplina e o comércio do sagrado, onde dirigentes e muitas vezes médiuns despreparados atuando dentro de um animismo nos informam que "nossos guias estão fechando os nossos caminhos" atraindo-nos para uma armadilha onde se desenvolverá um grande processo obsessivo.

Meus irmãos o guia não vem em terra para resolver problemas de ninguém, pois nós devemos aprender a sermos responsáveis pelos nossos atos. A função de um guia é "orientar" e não "assumir" e militando dentro da lei e da justiça divina jamais nos prejudicariam, pois os mesmos aprenderam a respeitar a lei do livre arbítrio. Acreditar que um guia de lei nos prejudicaria é menosprezarmos os fundamentos sagrados de nossa Umbanda.

Guia de lei não lhe persegue, o que lhe persegue é sua consciência. Guia de lei não lhe prejudica, o que lhe prejudica é sua ignorância espiritual. Guia de lei não fecha os seus caminhos é você quem joga fora as oportunidades que lhe são ofertadas. Guia de lei não facilita as coisas, tudo o que conquistamos vem de nosso esforço e merecimento.




Abraços Fraternos,
Bruxo Branco!

domingo, 15 de setembro de 2013

Notas Sobre Mediunidade VIII - Obsessores


Obsessores

O contato dos guias e mentores dos médiuns é muito sutil, eles sempre deixam que o seu pupilo escolha o caminho que deve tomar, eles aconselham, tentam encaminhar, intuem irmãos mais sensíveis a chamá-lo para ouvir palestras ou ler um livro, etc... Eles são suaves, até porque não podem ser grosseiros devido o grau de evolução que alcançaram. A grande maioria dos médiuns fecha seus ouvidos, tampa seus olhos ou se esconde embaixo do cobertor, obstruindo todos os canais disponíveis para o chamado do alto. A conseqüência é o afastamento dos mentores que protegem o médium do contato com os espíritos inferiores e energias mais densas. Casa desprotegida invasão garantida, os espíritos inferiores que já eram atraídos pelas tendências inferiores agora encontram caminho livre para subjugar e vampirizar o médium.

Os obsessores ADORAM médiuns. Eles amam médiuns medrosos porque fazem o possível para incutir o medo de entrar em comunicação com o mundo espiritual, mas na verdade o médium acaba entrando em contato com o mundo espiritual, só que através da fascinação criada pelo espírito obsessor. Eles se divertem com os que fingem que não tem as sensações mediúnicas. E fazem o possível para envergonhar mais ainda os que têm vergonha de expor a sua sensibilidade. Os obsessores também sabem que um médium treinado e atuante é um inimigo, porque ajuda muitas pessoas, sejam elas encarnadas ou desencarnadas. Várias vezes são responsáveis pelo enfraquecimento das falanges de espíritos trevosos, porque seu exemplo e fé atuam de forma decisiva nos espíritos que se encontram entediados de praticar o mal. Por esse motivo as falanges de obsessores perseguem os médiuns e fazem o possível para obsediá-los, buscando afastá-lo de qualquer contato com a oração, centros espíritas ou grupos de estudo. Mesmo quando o médium busca o aprimoramento mediúnico e o estudo os obsessores continuam próximos, esperando sempre uma brecha, pois sabem que os médiuns são espíritos que podem fraquejar (como qualquer ser humano). A única forma de proteção para o médium é a elevação de sua vibração, mesmo trabalhando em uma casa espírita ele precisará manter seu coração nas alturas se deseja se isolar do contato espiritual inferior. Não se enganem achando que os médiuns que trabalham em um centro espírita ou templo de umbanda estão imunizados contra o astral inferior, se eles não estiverem equilibrados serão alvos da obsessão e os mentores não poderão auxiliá-los, porque baixaram demais sua vibração. O médium acaba se tornando surdo ao guia e ligado ao obsessor.

Fica a dica... Medite muito sobre todos os assuntos tratados até aqui em "Notas Sobre a Mediunidade" , pois somente seu entendimento, aceitação e prática é que farão sua evolução mediúnica ser melhor.

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Abraços Fraternos,
Bruxo Branco

Notas Sobre Mediunidade VII - O Merecimento


Merecimento

Falamos um pouco no item anterior sobre o merecimento. O merecimento do médium no que se refere ao despertar da sua mediunidade tem relação com:

• Trabalho espiritual realizado na erraticidade (antes de reencarnar) - se o médium enquanto desencarnado conquistou muitas amizades e a muitos auxiliou é bastante lógico que esses irmãos busquem sempre interceder para auxiliar seu querido amigo.

• Desenvolvimento mediúnico em vidas anteriores – se o médium já lidou com a mediunidade em vidas anteriores fica mais fácil o seu aprimoramento. Já para aqueles que a utilizaram para o mal ou a inutilizaram tem maior dificuldades e muitas vezes são perturbados por espíritos sofredores.

• Comprometimento Kármico com espíritos inferiores - nesse caso o médium terá mais dificuldade, pois além de sentir o afloramento da mediunidade ele possui brechas espirituais para contato com espíritos que ele prejudicou no passado.

Inicialmente pode parecer um castigo mas na verdade é uma oportunidade de “pescar” os irmãos que um dia ele afundou na lama das paixões inferiores. O médium nesse caso deve sublimar com todas as suas forças as influências inferiores que receberá e com o tempo acabará vencendo seus opositores, pois ele não estará sozinho. Vencendo pelo cansaço, seu exemplo acabará levando esses irmãos de volta ao caminho da Luz e ao mesmo tempo saldará sua dívida para com eles.


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Abraços Fraternos,
Bruxo Branco

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Notas Sobre Mediunidade VI - A importância da Tarefa Espiritual do Médium


Se o médium antes de encarnar se compromete com muitos espíritos encarnados e desencarnados então fica muito difícil dele fugir da sua tarefa, porque de forma mais acentuada será chamado pelos mentores. Os espíritos trevosos o perseguirão também, fazendo de tudo para obsediá-lo e subjugá-lo, já que reconhecem nele grande potencial para ajudar os sofredores (para eles ajudar o próximo é igual a atrapalhar). Alguns médiuns chegam ao fundo do poço, fugindo de qualquer forma da sua mediunidade, seja por causa do orgulho, medo ou vergonha, contudo, quando aceitam a verdade, recebem cedo ou tarde a mensagem de consolo do plano espiritual, informando sobre o seu comprometimento. Tudo Isso não impede que o médium rejeite o trabalho, os espíritos superiores sempre deixam a seu cargo a decisão final, o livre arbítrio não pode ser ferido. O empenho da espiritualidade é no sentido de INFORMÁR ao médium de forma bem clara sobre o seu potencial e também o compromisso que o acompanha. O médium não deve ficar pensando na importância do seu trabalho espiritual ou qual será sua notoriedade, porque muitos serão trabalhadores simples e anônimos que formarão a base para divulgação da mensagem de Jesus seja por todo o planeta. Poucos aparecerão para o mundo, porém todos são importantes para a obra de Deus. 


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Abraços Fraternos,
Bruxo Branco

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Notas Sobre Mediunidade V - A Intensidade



Intensidade

A intensidade com que a mediunidade se apresenta também varia de acordo com o médium.
Médiuns com aptidão para psicofonia (incorporação) geralmente “sentem” de forma mais agressiva o contato espiritual, porque muitas vezes espíritos inferiores se aproximam quando sua mediunidade aflora. Isso não quer dizer que o(s) espírito(s) protetor(es) e mentor(es) do médium não estejam próximos, muitas vezes eles tentam de forma suave fazer o médium despertar para sua sensibilidade, porém.... pelo medo (alguns tem pavor) ou vergonha eles não aceitam a aproximação. Os espíritos superiores então se afastam, não como castigo e sim por afinidade. Os espíritos inferiores se aproximam e acabam "acordando" o médium de forma mais agressiva. Não devemos pensar nisso como um castigo, simplesmente o médium tem um canal de contato espiritual, se não existe um espírito superior protegendo esse canal os espíritos inferiores passam a utilizá-lo, é simples, podemos comparar a uma casa abandonada. O médium se comprometeu antes de encarnar a realizar uma tarefa e para realizá-la ele recebeu uma "hipersensibilização" nos canais de contato com o mundo espiritual (chakras). O médium tem então uma "porta", que será utilizada pelos instrutores espirituais para auxiliar os encarnados ou espíritos sofredores. Essa porta precisa ser protegida, pois pode também ser utilizada por espíritos inferiores que subjugariam o médium e o fariam de marionete para os seus desejos egoístas e mesquinhos. Por esse motivo um médium com compromissos espirituais sempre encarna sob a tutela de um ou mais mentores, ou seja, espíritos de luz que se comprometem a protegê-lo e prepará-lo para sua tarefa. Embora a misericórdia de Deus seja infinita e a dedicação dos guias e mentores seja imensa, o médium precisa fazer sua parte, estudando, moldando seu caráter e atingindo o equilíbrio emocional necessário. Quando se aproxima o momento da preparação do médium, os guias começam a chamá-lo, de forma suave, encaminhando-o para lugares e pessoas que auxiliarão na formação de sua base espiritual. Se o médium não aceita os chamados “suaves” do mentor então ele se afasta, porque não lhe é mais permitido interceder pelo médium, já que não mais lhe interessa trabalhar com o plano espiritual QUE ELE MESMO SOLICITOU ANTES DE ENCARNAR. O médium se torna alvo de espíritos trevosos, mas o mentor não o abandona, embora tenha que esperar que ele “acorde” e que realmente deseje mudar sua conduta para então se reaproximar. Porém, o médium pode continuar avesso ao contato espiritual, fugindo durante toda sua encarnação das responsabilidades assumidas. É muito improvável que esse irmão consiga ter uma vida tranqüila, pois sua “porta” para o mundo espiritual será povoada de espíritos inferiores que farão de tudo para vampirizá-lo. Ele provavelmente terá muitos desequilíbrios emocionais e contrairá doenças pelo déficit de vitalidade, já que compartilhará sua energia com os obsessores. 

Muitos médiuns que estão lendo o artigo pensam assim: - Eu não lembro de que forma suave meu mentor me chamou... Pois bem, as formas suaves podem ser um conselho, um convite de um amigo, uma palestra, um livro espírita ou espiritualista que uma pessoa próxima está lendo e oferece a você, uma conversa sobre mediunidade entre pessoas próximas, você passar em frente ao centro espírita justo na hora que está começando uma palestra e "acidentalmente" encontrar um amigo(a) entrando, e outras inúmeros formas "suaves" de chamar sua atenção. A intensidade que a mediunidade aflora, bem como o nível de proteção que você recebe do seu mentor estão muitas vezes ligados a comprometimentos com vidas anteriores. Alguns médiuns já tentaram outras vezes a tarefa mediúnica e falharam, alguns a negaram ou a utilizaram de forma mercenária. Podem também existir comprometimentos por causa de um suicídio e por isso sofrem com a mediunidade, mesmo sendo ela trabalhada para o bem do próximo. Se você pensar .... Ah... já que vou sofrer mesmo então não vou estudar e me dedicar tanto.... Engano seu... porque se já é difícil para esses médiuns trabalhando, nem imagine como seria se eles negassem a mediunidade. Lembre-se, os médiuns que estão nesse grupo são reincidentes, podemos compará-los a infratores que são levados a julgamento pela segunda vez, o juiz com certeza terá mais rigor ao aplicar a sentença, já que existem agravantes.


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Abraços Fraternos,
Bruxo Branco



domingo, 1 de setembro de 2013

Notas Sobre Mediunidade IV - A Idade


A Idade

Não existe idade para o afloramento da mediunidade, mas é claro que um bebê não poderá se ligar a um espírito e começar a falar, algumas etapas deverão ser alcançadas para que ocorra a ligação espiritual. Também devemos ter cuidado para não achar que uma criança é médium antes dos sete anos, já que nesse período ela está se ajustando ao mundo físico, sendo por isso mais fácil o contato com espíritos desencarnados. Em vários livros vemos exemplos de espíritos que se aproximam de crianças para influenciá-las a fazer uma prece ou levantar algum assunto importante. Pela sua pureza, inocência e por ainda não estarem completamente ligadas ao plano físico elas são muitas vezes o canal mais receptivo para influências espirituais. Porém existem crianças que desde cedo mantém um contato "mais intenso" com o mundo espiritual, tendo visões, conversando e até brincando com crianças desencarnadas.

O desabrochar da mediunidade pode ocorrer em qualquer idade, criança, jovem, adulto e até pessoas mais velhas. Acredito ser uma boa opção o aprimoramento mediúnico para crianças e jovens, na minha humilde opinião elas devem ser preparadas através de estudos espiritualistas e principalmente do Evangelho, para quando se tornarem mais velhas possuírem uma base sólida para a execução de sua tarefa. Muitos podem achar que o afloramento prematuro indica início de trabalho prematuro, porém isso também pode indicar INICIO DE ESTUDO E PREPARAÇÃO PREMATURA. A tarefa do médium demandará confiança, maturidade, fé, coragem e vontade, atributos que muitas crianças ou jovens geralmente ainda não consolidaram em seu caráter, por isso mais vale um trabalho iniciado aos 30 anos e executado durante toda uma existência do que uma explosão aos 15 anos com término aos 19.


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Bruxo Branco

Notas Sobre Mediunidade III - O Despertamento


O Despertamento da Mediunidade

Sem dúvida nenhuma o despertar da mediunidade é uma etapa marcante na vida de qualquer médium, a grande maioria não aceita as sensações que percebe, alguns levam meses, a maioria anos e outros terminam sua vida sem aceitar sua sensibilidade mediúnica. Quanto mais força se faz para controlar a mediunidade, ou melhor dizendo, para abafa-la, mais doloroso é o seu despertamento. Alguns "fingem", mentindo para si mesmo e afirmando copiosamente que não sentem "aquelas coisas". Os motivos que levam o médium a fazer isso são geralmente medo, ansiedade, teimosia ou vergonha. Não existem indícios físicos que diferenciem uma pessoa com sensibilidade mediúnica de outra que não a possui em grau avançado, por isso, diferente do que muitos filmes e revistas afirmam, o médium não é aquela pessoa velha, desfigurada ou caolha, os médiuns são pessoas com aparências e hábitos normais.
Atualmente os médiuns que trabalham em Templos de Umbanda ou Centros Espíritas são pessoas de nossa família ou de nosso ambiente profissional. Ser médium não é ser anormal ou diferente, é ter uma aptidão a ser desenvolvida e dedicada ao próximo. Quando penso na mediunidade, seu despertamento, aprimoramento, utilização em favor do próximo e continuidade do trabalho me lembro da história que ouvi das tartarugas. As tartarugas filhotes tem que "quebrar" o ovo que as prende, SOZINHAS. Isso deve ocorrer à noite, no escuro, senão serão alvos fáceis para os predadores, pois seus cascos ainda não as protegem. Elas acabam de nascer e devem caminhar para um foco de luz que desconhecem (o mar é sempre a parte mais clara, é o lugar que estarão a salvo). Elas devem correr, porque se não chegarem até a água antes do amanhecer serão café da manhã para seus predadores. Ao chegarem na água elas se tornam mais ágeis, porém, ainda são alvo de inúmeros predadores. Por isso são muito poucas tartarugas que sobrevivem. No entanto, crescendo elas se tornam belas criaturas, protegidas por um casco duríssimo, ficam enormes.


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Abraços Fraternos,
Bruxo Branco


Notas Sobre Mediunidade II - Como Descobrir se é Médium


Como Descobrir se Alguém é Médium

Não existem indícios físicos que possam revelar a mediunidade, contudo, alguns médiuns podem ter sua saúde agravada pela mediunidade descontrolada, porém, de forma alguma podemos criar uma regra para estereotipar um médium. O Corpo Etérico ou Duplo Etérico, composto pelos quatro sub-planos mais sutis do plano físico podem indicar a mediunidade, porém, somente médiuns clarividentes conseguem acessar esse plano. Ramatís fala no livro "Elucidações do Além" que o Duplo Etérico de um médium é inclinado, permitindo o acesso mais fácil ao plano espiritual. Não conseguimos encontrar outra referência a esse tema, contudo, é possível que isso ocorra, mas acredito que essa inclinação esteja vinculada a determinados tipos de mediunidade, principalmente as que demandam doação de ectoplasma por parte do médium. Mas vamos ao assunto principal deste tópico - Como descobrir se você é médium?? A mediunidade não aparece de repente, ela vai se manifestando durante um bom tempo de forma suave (na maioria dos casos) e vai se tornando intensa até o ponto em que a pessoa tem que assumir que possui algum tipo de sensibilidade, que não consegue explicar, mas que é extremamente real para ela.
Não temos como criar regras, contudo, podemos dar algumas dicas para avaliar o que está sentindo:

•  Procure não sentir medo das sensações que tem, essa é a pior coisa a se fazer. Comece a observar a periodicidade, intensidade e como acontece cada sensação.
•  Seja imparcial, ser médium não é sinônimo de salvação ou perdição, é um caminho a ser trilhado, por isso não fique procurando sentir as “coisas”, se você for médium as sensações se repetirão. Tentar forçá-las é tão ruim ou pior do que ter medo, porque você pode atrair espíritos zombeteiros e brincalhões.
•  Ver um espírito não é sinônimo de ser médium. Como o próprio Allan Kardec informa no Livro dos Médiuns, a regularidade e repetição do fenômeno indicam a mediunidade.
Existem casos de espíritos recém-mortos que fazem questão de se despedir dos que lhe foram caros e por isso podem aparecer para dar o último adeus. Esse acontecimento não indica que o espírito encarnado recebeu uma hipersenbilização para poder entrar em contato com o plano espiritual.
•  Não se preocupe inicialmente em desenvolver a mediunidade, busque estudar, conhecer, freqüentar algum centro, deixe que naturalmente as coisas aconteçam.
•  Não procure lugares que "Libertam sua Mediunidade" ou que fazem exercícios ou passes para "Despertar a Mediunidade". A mediunidade aparece naturalmente e está latente no espírito que possui o compromisso de exercê-la.

Na hora certa ela aparecerá e como o próprio Allan Kardec informa no Livro dos Médiuns, ela deve se desenvolver naturalmente através do equilíbrio e burilamento do médium.
Se você está lendo esse artigo porque está preocupado ou por que sente uns "troços", umas "coisas" que não consegue explicar e que deixam você extremamente apavorado, então você é um bom candidato a ser médium.
Quando chega a hora da mediunidade "aflorar" ela aparece e não pode ser negada pelo médium, embora alguns façam um esforço enorme para se enganar. No próximo tópico falaremos mais sobre o afloramento da mediunidade.


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Para ler a primeira parte de "NOTAS SOBRE A MEDIUNIDADE", clique no link a seguir:

http://confrariadobruxo.blogspot.com.br/2013/09/notas-sobre-mediunidade.html

Abraços Fraternos,
Bruxo Branco


Notas Sobre Mediunidade I - Todos São Médiuns


Todos São Médiuns

Entendamos melhor a quem chamamos por médiuns. Chamamos por médium a pessoa que tem a sensibilidade espiritual aflorada, seja ela descontrolada, em aprimoramento, desenvolvida ou completamente sob controle (mais raro, somente espíritos evoluídos). Essa distinção de forma alguma elimina a sensibilidade e o contato espiritual que todos os homens, mulheres e crianças possuem. Todos recebem influências benéficas ou não, sejam de espíritos bondosos ou trevosos. A principal diferença entre a pessoa comum e o médium é que este último sente de forma mais intensa o contato espiritual, podendo até se ligar ao espírito para que ele se comunique (psicofonia, também conhecida como incorporação).
Se o médium optar por aprimorar a sua sensibilidade ele aprenderá a controlá-la, utilizando-a em benefício do próximo e não mais sofrendo os incômodos normais que ocorrem no seu desabrochar. Podemos comparar o médium ao homem que tem sensibilidade musical e decide estudar música, com o tempo ele desenvolve e aprimora sua faculdade, que já existia latente de nascença, mas que precisou de aprimoramento e esforço para se tornar útil.
Além do contato com outros espíritos, também recebemos as próprias vibrações de nossos veículos superiores, que trazem mensagens, estímulos, pensamentos, emoções, intuições e desejos de nosso "Eu Superior", que também é conhecido como “Centelha Divina” ou “Individualidade”. A mediunidade independe de religião e muitos encarnados não acreditam ou não a aceitam, porém, pelo seu elevado grau de moralidade e pureza atraem a companhia de espíritos puros, que os inspiram e auxiliam através de sua intuição ou de sua mediunidade. Tudo depende da tarefa de cada um, os espíritos podem se servir de pessoas com elevada vibração, que captam seus pensamentos para ajudar o próximo, não sendo essa pessoa necessariamente um médium de uma casa espírita.

Abraços Fraternos,
Bruxo Branco

domingo, 25 de agosto de 2013

Medo


"Não tenho medo da vida, mas, sim, medo de viver.
Eis a loucura assumida, você há de imaginar.
É que a vida atou-se a mim desde o dia em que eu nasci.
Viver tornou-se, outrossim, o modo de desatar;
Viver tornou-se o dever de me desembaraçar;
A vida é somente um dom independente de quem
 seja capaz de gritar seu nome em alto e bom som."

Esta letra é de uma canção de Gilberto Gil, mas dá um parâmetro bem claro de nossa situação. Enquanto viventes, temos um medo inconsciente de viver sem mesmo nos apercebermos que nascemos por medo, temos medo desde o instante de nossa concepção, pois lutamos com vários espermatozoides, para sermos o único a fecundar um óvulo e virar vida. A próxima etapa deixar a fase parasita e entrarmos no mundo, cheio de novidades, de coisas novas e utilizamos o choro para termos a coragem ainda inconsciente de iniciar a caminhada, sentamos, engatinhamos, ficamos de pé, corremos e sempre almejando melhorarmos dia a dia, mas está lá nosso fiel companheiro, o medo a nos encorajar. Vamos assim pela vida toda, sempre com o medo como alavanca propulsora que nos põem a caminhar e a viver. Partindo dessa ideia, você já observou que muitas vezes achamos que o medo é nosso inimigo quando deveríamos vê-lo como algo que nos faz caminhar e querer ir adiante para de repente escapar dele, como se fossemos capazes de não senti-lo. Temos que usá-lo, compreendê-lo e dominá-lo, assim poderemos fazer deste sentimento algo renovador para nossas buscas e nosso crescimento. A negação do medo não o torna maior ou menor, mas sim, o desejo de vencê-lo é que nos faz aptos a evoluir e crescermos a ponto de dominá-lo, somente assim poderemos transformar esse medo em ponto de firmeza para caminharmos sempre mais e mais rumo a nossos sonhos e metas de qualquer situação de vida.

Saudações Fraternas,
Bruxo Branco

terça-feira, 20 de agosto de 2013

AME-SE

Um dia descobrimos que beijar uma pessoa para esquecer outra, é bobagem.
Você não só não esquece a outra pessoa como pensa muito mais nela...
Um dia descobrimos que se apaixonar é inevitável...
Um dia percebemos que as melhores provas de amor são as mais simples...
Um dia percebemos que o comum não nos atrai...
Um dia saberemos que ser classificado como "bonzinho" não é bom...
Um dia perceberemos que a pessoa que nunca te liga é a que mais pensa em você...
Um dia saberemos a importância da frase: "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas..."
Um dia percebemos que somos muito importantes para alguém, mas não damos valor a isso...
Um dia percebemos como aquele amigo faz falta, mas ai já é tarde demais...
Enfim...
Um dia descobrimos que apesar de viver quase um século esse tempo todo não é suficiente para realizarmos todos os nossos sonhos, para beijarmos todas as bocas que nos atraem, para dizer o que tem de ser dito...
O jeito é: ou nos conformamos com a falta de algumas coisas na nossa vida ou lutamos para realizar todas as nossas loucuras...
Quem não compreende um olhar tampouco compreenderá uma longa explicação.O tempo de buscar e encontrar é agora, parta a vida,  sem medo na busca do que lhe é  importante, sem se importar com opiniões ou  intromissão de outros pois, só a você cabe o mais importante dos significados de estar vivo, ser feliz...

Seja Feliz!

Abraços Fraternos,
Bruxo Branco

FELIZ DIA DO MAÇOM


Que possamos no dia de hoje, refletirmos sobre porque somos maçons, tornamos porque queríamos melhorar a nós mesmo e ao mundo a nossa volta, ou pela vaidade do título?
porque construiríamos masmorra aos vícios, ou templos para mostrar nossa arrogância e prepotência?
antes de qualquer pompa em comemoração, devemos nos perguntar quanto ainda há a fazer para ser aquilo que nos propomos ser e fazer quando de nossa primeira iniciação.

Feliz dia do Maçom a cada irmão que indiferente do grau é sempre um aprendiz da vida.

Abraços Fraternos,
Bruxo Branco

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

A Idade de Ser Feliz


Existe somente uma idade para a gente ser feliz, 
somente uma época na vida de cada pessoa 
em que é possível sonhar e fazer planos 
e ter energia bastante para realizá-las 
a despeito de todas as dificuldades e obstáculos. 

Uma só idade para a gente se encantar com a vida e viver apaixonadamente 
e desfrutar tudo com toda intensidade 
sem medo, nem culpa de sentir prazer. 

Fase dourada em que a gente pode criar 
e recriar a vida, 
a nossa própria imagem e semelhança 
e vestir-se com todas as cores 
e experimentar todos os sabores 
e entregar-se a todos os amores 
sem preconceito nem pudor. 

Tempo de entusiasmo e coragem 
em que todo o desafio é mais um convite à luta 
que a gente enfrenta com toda disposição 
de tentar algo NOVO, de NOVO e de NOVO, 
e quantas vezes for preciso. 

Essa idade tão fugaz na vida da gente 
chama-se PRESENTE 
e tem a duração do instante que passa.

Abraços Fraternos,
Bruxo Branco

Encerrando Ciclos



Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final. Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver. Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos - não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram. 

Foi despedido do trabalho? Terminou uma relação? 
Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? 
A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações? 

Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu. Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seu marido ou sua esposa, seus amigos, seus filhos, sua irmã, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado. 

Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco. O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.

As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora. Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem. Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração - e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar. 

Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos. Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.

Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do “momento ideal”. Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará. 

Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante. Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é.


Texto: Glória Hurtado

Abraços Fraternos,
Bruxo Branco

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Posicionamento da Maçonaria Perante o Povo Brasileiro


Representando mais de 126 mil Maçons filiados às 2.765 Lojas das 27 Grandes Lojas Maçônicas de todas as Unidades Federativas do Brasil, a CONFEDERAÇÃO DA MAÇONARIA SIMBÓLICA DO BRASIL – CMSB, em sua XLII Assembleia Geral Ordinária, realizada de 5 a 9 de julho de 2013, na cidade de Campo Grande–MS, consoante as Declarações de Princípios que norteiam a Maçonaria Universal.
CONSIDERANDO:
- Os alertas e clamores constantes das proclamações que têm sido reiteradamente divulgadas à Nação como resultado de suas Assembleias Gerais Ordinárias anuais, no mais das vezes ignoradas pelos que representam o poder do estado no Brasil;
- As mobilizações e campanhas que têm sido empreendidas pela Maçonaria em todo o território nacional “Pela Ética na Política”, “Pela Moralidade no Trato da Coisa Pública” e “Contra a Corrupção e a Impunidade”, e
- As recentes manifestações de indignação que têm levado milhares de brasileiros às ruas e praças de nossas cidades, externando claro desacordo com relação ao desempenho e comportamento daqueles que deveriam trabalhar pela causa do povo e que, particularmente no que tange à classe política, não honram o contrato social que lhes concede tamanha autoridade,

POSICIONA-SE
Perante a Nação Brasileira nos seguintes termos para:

EXIGIR
1  Imediata Reforma Política que culmine com a implementação de:
-    Extinção de foro privilegiado para autoridades públicas e parlamentares;
-    Eleições únicas a cada quatro anos;
-    Extinção do cargo de suplente de Senador;
-    Adoção do voto distrital;
-    Proibição com que parlamentares ocupem cargos no Poder Executivo e
-    Redução do poder arrecadatório do governo federal com o fortalecimento das receitas dos municípios.
2  Imprescindíveis ações na área da Saúde Pública que conduzam:
-    À aprovação da PEC 29/2011, de modo que, no mínimo, 10% das receitas correntes da União passem a ser destinadas, exclusivamente, à saúde e,
-    À adequação da infraestrutura e ao melhoramento da formação e da remuneração dos profissionais de saúde.
3  O cumprimento do preceito constitucional destinado a assegurar que a Educação seja tratada como Política de Estado, pública, gratuita e de qualidade em todos os níveis, com a devida e necessária valorização do profissional a ela dedicado.
4  A rápida reformulação e adequação da Legislação Penal para restabelecer a credibilidade da Segurança Pública e, inclusive, para neutralizar o crescente sentimento de impunidade.

EXORTAR
1º Cada brasileiro a se envolver, proativamente, nestas questões, repelindo a violência, exercendo direitos e cumprindo deveres constitucionais, atentando para tudo o que está acontecendo e rechaçando aqueles que não derem atenção a esses clamores que visam, apenas, a conquista de um país mais justo e igualitário.
2º Todos os Maçons Brasileiros para que não se omitam e participem, efetivamente, deste decisivo momento de legítimo exercício de cidadania, cumprindo sua função de verdadeiro Construtor Social.
Que Deus, o Grande Arquiteto do Universo, ilumine e proteja o Povo Brasileiro e que a Paz e a Concórdia sejam nossas fieis companheiras!
Campo Grande, Mato Grosso do Sul, 9 de julho de 2013.

(*) JORDÃO ABREU DA SILVA JÚNIOR, Grão-Mestre da Grande Loja Maçônica do Estado de Mato Grosso do Sul  e Presidente da XLII Assembleia Geral Ordinária da CMSB
(*) VANDERLEI FREITAS VALENTE,  secretário-geral
Assinam os Grão-Mestres de todas as Grandes Lojas do Brasil.
(Colaboração: Loja Maçônica Marechal Rondon 02)

Posto para que seja refletido ......

Abraços Fraternos,
Bruxo Branco.:.


segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Dicas Para Administrar Seu Dom de Mediunidade


Há um grande equívoco de compreensão sobre a faculdade mediúnica, quando médiuns supõe que são os Espíritos protetores ou até os dirigentes das Casas Espiritas/Umbandistas -se participam de alguma- os responsáveis pela condução e direcionamento da sua mediunidade.

Esse equívoco, terceirizando o que lhe pertence, provoca muito desgosto e facilita a interferência negativa no campo mental da pessoa-médium; porque neste caso carece de por atenção no que lhe compete em termos de observação do que sente e pensa e das consequências, muitas vezes funestas disso, refletindo em todos os aspectos de sua vida, incluindo, é claro, a mediunidade.

Todos somos indivíduos individualizados e a ninguém compete cuidar do que é nosso. Podem nos ajudar, apenas. E a mediunidade, sendo um patrimônio da humanidade, é de cada um que seja humano, no grau que já a desenvolveu e somente a si mesmo cabe cuidar dela e dar-lhe o direcionamento que quiser.

Quando pensamos no médium usando, administrando e convivendo com sua faculdade mediúnica, estamos pensando em um ser humano semelhante aos demais, mas com uma capacitação sensitiva um pouco mais desenvolvida.
A diferença entre o médium e os que não têm a mediunidade ostensiva é a mesma que há entre um músico e os que não o são, entre um biólogo e quem não o é. Ou seja, o médium pode perceber, entender e sentir mais a ação dos Espíritos do que as demais pessoas. No demais, é como todas as outras, pleno de falhas e ignorâncias.

O desenvolvimento dessa potencialidade não representa melhor moral, mais espiritualidade, melhor ser humano ou pessoa consciente. E não é sinônimo de ligações espirituais boas e elevadas.

Mas pode representar, para alguns, um recurso inigualável de auto-conhecimento, de entendimento do funcionamento da vida sob a luz dos Princípios Espirituais e da vivência desses mesmos Princípios, como valores de renovação pessoal. Nesse caso, há uma grande oportunidade de aprender a conviver de forma saudável, natural e construtiva com os próprios recursos mediúnicos.

Seguem algumas dicas para exercer seu Dom de Mediunidade com Paz e Alegria:

- Seja o mais discreto possível.
- Evite comentários pessoais em torno das faculdades de que seja portador.
- Direta ou indiretamente, não provoque palavras elogiosas a você.
- Não queira se antecipar à experiência que apenas o tempo lhe conferirá.
- Confie na ação dos espíritos por seu intermédio, mas submeta tudo ao crivo da razão.
- Não permaneça na expectativa de bons resultados sem trabalho perseverante.
- Mesmo quando bem intencionados, acautele-se contra os bajuladores.
- Vacine-se contra a vaidade, não admitindo qualquer situação que o coloque em evidência.
- Não se afaste das atividades que, doutrinariamente, muitos consideram insignificantes.
- Jamais reivindique privilégios.
- Preocupe-se em dar exemplo de devotamento e amor à Causa.
- Eleja na prática da Caridade o seu ponto de sintonia contínua com os Planos Mais Altos.
- Aprenda a ouvir mais do que falar.
- Tenha sempre uma palavra de otimismo em seus lábios.
- Não condicione a sua presença na tarefa, fazendo com que a sua opinião prevaleça sobre as demais.
- Fuja de exercer domínio sobre quem quer que seja.
- Não ponha palavras suas na boca dos espíritos.
- Convença-se de que as Trevas possuem mil maneiras para fazê-lo cair.
- Toda vigilância de sua parte ainda é pouca.
- Quem aceita o primeiro suborno, começa a se vender por inteiro.
- Escolha caminhar entre pontos de referência que, realmente, possam lhe dar segurança na jornada.
- Não se considere completamente imune à fascinação.
- Em favor de seu equilíbrio mental, não ignore a sua condição de mero instrumento.
- Estude, mas não para mostrar que sabe e, sim, para que melhor avalie o tamanho de sua ignorância da Verdade.
- Com a sua condição de médium, não atropele a sua condição de espírita.
- O médium que mais recebe é aquele que mais doa.
- Faça, a sós, as preces que você costuma fazer em público.
- Dignifique o seu lar e a sua família.
- Não olvide que ninguém é melhor médium do que pessoa.
- O alicerce do edifício da mediunidade chama-se caráter.

Quanto mais a pessoa-médium sente-se bem consigo mesma, confiante e segura, melhor será seu desempenho mediúnico, pois, despreocupada do prestígio pessoal e do auto-engrandecimento, estará também afastando-se da vaidade e do orgulho que criam o medo de errar, a expectativa de ser mais e a cegueira quanto ao valor dos seus companheiros de tarefas.


* Fonte: Livro - Ao Médium Principiante
Carlos A. Baccelli, pelo Espírito Spartaco Ghilardi



Abraços Fraternos
Bruxo Branco.:.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Carta Aberta Rosacruz


Carta Aberta aos Cidadãos e Cidadãs do Mundo

Se decidimos divulgar esta carta aberta, é porque nos pareceu útil e necessário fazê-lo. Naturalmente, estamos plenamente conscientes de que as palavras que se seguem não constituirão unanimidade e gerarão desentendimentos, oposições e até críticas. Com profundo respeito pela liberdade de opinião, damos a todos o direito de fazer seu julgamento à luz de suas próprias convicções. Essas palavras terão, pelo menos, o mérito de alimentar a reflexão de uns e outros.

Para resumir o que pensamos, temos a sensação que a humanidade foi tomada por uma loucura coletiva e que perdeu toda a referência: a mais aflitiva divulgação de tolices, de vulgaridade e de falta de pudor apresenta recordes de audiência; o voyeurismo atinge o auge; tudo faz crer que o sentido da vida é ficar cada vez mais rico e famoso, se possível rapidamente e sem qualquer esforço; a violência, já onipresente na vida cotidiana, é exaltada pela televisão e pelo cinema; os meios de comunicação se sentem obrigados a apresentar aquilo que há de mais sombrio na natureza humana; qualificamos de ‘estrelas’ ou de ‘artistas’ as pessoas cuja qualidade primordial é estar sempre na moda ou agradar uma pseudo-elite; a ‘razão da juventude’ causa grandes estragos; confundimos ‘humor’ com ‘escárnio’; o culto à personalidade só se iguala ao culto do corpo; glorifica-se a grosseria e se estigmatiza o refinamento; a desfaçatez, a impertinência e a insolência são elevados à categoria de virtude, etc.

A crise financeira, econômica e social que o mundo enfrenta há muitos anos tem a ver com o que acabamos de dizer, e seria injusto atribuir isso unicamente à deriva de um sistema financeiro e bancário pervertido. A causa disso tudo está também no desregramento generalizado da sociedade, principalmente nos países que chamamos de ‘desenvolvidos’. Através de uma enxurrada de publicidade muitas vezes enganosa e de todo tipo de crédito, as pessoas são levadas a consumir, custe o que custar, e a fazer do ‘ter’ um ideal de vida, em detrimento do ‘ser’. Na mesma linha de pensamento, faz-se do dinheiro, mesmo virtual, a base de um ‘consumismo’ desenfreado. Embora devesse ser um meio de troca que permitisse a cada um obter aquilo que fosse necessário para viver decentemente no plano material, acabou se tornando um fim em si, deixando de lado qualquer ética. Certamente nunca houve um agente de aviltamento, um vetor de corrupção e uma fonte de desigualdade social igual ao dinheiro. Agindo como um novo ídolo, não tem adeptos apenas nos meios em que reina a ganância e a avareza.

Entre vocês, alguns pensarão que esta constatação é severa demais, e até mesmo negativa demais, e que ela revela uma visão excessivamente pessimista do mundo atual. Outros talvez possam chegar a supor que isso seja obra de ideólogos reacionários em busca da ordem moral. Todavia, nossa filosofia nos inclina ao otimismo e até mesmo ao utopismo. Quanto à moral, damos a ela a abordagem que toda pessoa inteligente e sensata deveria partilhar, pois vemos nela o respeito por si mesmo, pelos outros e pelo meio-ambiente, no que não há nada de moralizador, nem mesmo de moralista. Além disso, achamos que nosso julgamento sobre a condição em que se encontra a humanidade é simplesmente realista. Vamos, portanto, prosseguir, partindo do princípio que você concorda com isso, mesmo que seja apenas parcialmente.

A questão que se coloca é de saber por que o mundo chegou a esse ponto. Pensamos que isso se deve ao fato de ele ter afundado gradativamente num materialismo e num individualismo excessivos. Atualmente, a maior parte das pessoas se comporta como se o sentido da vida fosse obter o máximo de bens materiais e de desfrutar, na medida do possível, de prazeres sensoriais, às vezes até o paroxismo. Fazendo isso, nutrem os aspectos mais egoístas da natureza humana, como os desejos de possuir, de dominar, de aparecer, etc. Da mesma forma, cultivam o individualismo e seu corolário: a exclusão. Por outro lado, o simples fato de crer em Deus ou de se referir a ele se tornou algo ‘laicamente incorreto’ e considerado ‘fora de moda’. Foi assim que o ‘cada um por si’ se tornou uma cultura, e o ateísmo, um modo de vida. Lamentamos profundamente, pois isso vai de encontro ao bem-estar da humanidade.

Se você partilha deste ponto de vista, vai compreender que só existe uma alternativa para se colocar um fim neste espiral ‘infernal’ e devolver à humanidade a esperança de dias melhores: de injetar nela mais humanismo e espiritualidade, a que nos dedicamos através de nossos ensinamentos e de nossa filosofia. Pensamos, de fato, que ambos são pilares sobre os quais a humanidade deve se apoiar para se livrar dessa condição atual e se elevar a um estado de civilização digno de seu nome. Se isso não for feito, a crise generalizada com a qual nos deparamos vai se intensificar e gerar ainda mais dificuldades, provações e sofrimentos. Esse já foi o objetivo que lançamos no “Positio Fraternitatis Rosae Crucis”, manifesto que publicamos em 2001 e divulgamos a nível internacional.

Com ‘injetar mais humanismo’, queremos dizer que se torna urgente (re)colocar o ser humano no centro de nossas preocupações e de (re)colocarmos a seu serviço todos os domínios de atividade humana: economia, política, ciência, tecnologia, etc. De fato, não se pode aceitar, na aurora do século XXI, que milhões de homens, mulheres e crianças morram de fome, não tenham acesso à água potável, não disponham de uma habitação decente, vivam na indigência, não tenham meios de tratar da saúde, trabalhem em condições indignas, não saibam nem ler nem escrever, etc. É preciso parar de confundir ‘viver’ com ‘sobreviver’. Isso tudo é ainda mais triste e lamentável quando lembramos que a humanidade como um todo dispõe atualmente do saber e de meios técnicos que permitem tornar todos os indivíduos felizes. É simplesmente uma questão de vontade.

Com o passar do tempo, os homens criaram um mundo do qual eles mesmos foram se excluindo. Nas sociedades modernas, ficaram tão dependentes da informática e das máquinas, que essas coisas acabaram por substituí-los em tarefas que não são nem úteis e nem necessárias. Conseqüentemente, desumanizaram a sociedade e fizeram dela um espaço de sobrevivência onde a esperança deu lugar à desesperança. Por horas de internet, comunicam-se através de tela, mas não encontram tempo para se falarem. Resultado: poucas pessoas são de fato felizes, e muitas são estressadas, aflitas, deprimidas. Resumindo em uma palavra: infelizes. Certamente, o nível de evolução de uma sociedade não é medido por seu desempenho tecnológico ou por seus conhecimentos científicos, mas pelo bem-estar real de todos os seus membros e pelo prazer que têm de viver juntos.

Como efeito da globalização, país algum, por maior ou mais poderoso que seja, vai poder prosperar daqui para frente sem levar em conta o desenvolvimento dos outros, por menores e mais fracos que sejam. Nesse sentido, o mundo se tornou uma só nação – o que deveria nos alegrar muito - e o destino de todos os homens está interligado. A noção de ‘Cidadãos e Cidadãs’ do mundo não é mais uma imagem mental, mas uma realidade que precisa ser levada em conta para o bem de todos e de cada um. Além disso, no caso de isso ainda não ter acontecido, nós os incentivamos a transcender o individualismo, a superar o nacionalismo e a assumir o conteúdo do artigo 10 da “Declaração Rosacruz dos Deveres do Homem”: “Todo indivíduo tem o dever de considerar a humanidade toda como sua família e de se comportar em todos os momentos e em todo lugar como um cidadão do mundo, fazendo do humanismo a base de seu comportamento e de sua filosofia”.

Mas, ser humanista não é apenas trabalhar para o bem de todos os homens; é também se preocupar com o meio em que vive e ao qual deve sua existência. Mas, você sabe tanto quanto nós, que o planeta corre o risco de se tornar inviável se não colocarmos um fim nos diversos males que o ameaçam (aquecimento global, poluição de diversos tipos, desmatamento excessivo, desequilíbrio dos ecossistemas, etc.). E ainda mais: a humanidade tem a consciência e a tecnologia necessárias para agir dentro do bom-senso, mas não existe vontade tanto no plano individual quanto no coletivo. Com relação às gerações futuras, não temos mais a desculpa de não sabermos ou de não podermos fazer alguma coisa. Nossa inconseqüência é ainda mais grave quando pensamos que a Terra é para os olhos de todos a obra-prima da Criação. Mesmo um ateu tem a tendência a divinizá-la por sua beleza e pelas maravilhas que realiza em seus diversos reinos. Diante de tal consenso, o que estamos esperando para tornar sua preservação uma causa humanitária universal?

Com ‘injetar muita espiritualidade’, queremos dizer que é do interesse de todos os homens fazer as pazes com Deus, no sentido místico do termo. Se esclarecemos que é no ‘sentido místico do termo’ é porque sabemos muito bem que a maioria das pessoas não adere ou não adere mais ao que as religiões - que, é preciso ressaltar, respeitamos - dizem ou disseram. Há séculos, para não dizer milênios, elas O representaram como um Super-homem sediado no céu, de onde decide o nosso destino, inclusive o momento de nossa morte. Por essa abordagem, encorajam os fiéis a se submeterem à Sua vontade e a procurarem salvação nos dos dogmas a que se prendem. Mas, como demonstra a experiência, esse modo de viver a fé não deixa ninguém nem melhor nem mais feliz. Isso explica, em grande parte, porque os crentes se afastam das religiões chegando até a se tornarem ateus. E será que ficam satisfeitos com isso?

Mas, concordando ou não, todos os homens têm uma alma e sua essência é espiritual. É por isso que não conseguem encontrar felicidade no ateísmo ou no materialismo. Rejeitar Deus, como muitos fazem atualmente, é, portanto, um contra-senso que leva a um impasse. O que se faz necessário é repensar a idéia que se tem dEle e agir de forma conseqüente. Do nosso ponto de vista, vemos nEle a inteligência, a consciência, a energia, a força (pouco importa o termo que se use) que está na origem de toda a Criação. Como tal, Ele se manifesta no universo, na natureza e no próprio homem através de leis impessoais, imutáveis e perfeitas. Mas é no estudo e no respeito a essas leis que reside a felicidade a que todos aspiramos. É chegado, então, o momento de passar da ‘religiosidade’ para a ‘espiritualidade’, isto é, de passar da ‘crença em Deus’ para o ‘conhecimento das leis divinas’, no sentido das leis naturais, universais e espirituais.

Mas é preciso que fique bem claro: não se trata de transformar os estados em teocracias ou de adaptar suas instituições a uma abordagem religiosa à vida em sociedade. Nisso, a laicidade é necessária para garantir uma independência mútua entre a política e a religião. Pensamos apenas que, se por um lado, é legítimo para o homem querer melhorar sua condição material, por outro, isso não é suficiente para lhe trazer felicidade. Se estamos aqui na Terra, é para responder a uma exigência espiritual que, cedo ou tarde, incita todo ser humano a conduzir uma busca de sentido. Do ponto de vista místico, nossa presença aqui tem por objetivo essencial tomarmos consciência de nossa natureza divina, e de expressarmos isso em nossa vida diária em nossos julgamentos e comportamento. Em outras palavras, e como ensinava Sócrates já na sua época, estamos na Terra para nos aperfeiçoarmos e despertarmos as virtudes da alma que nos anima. Esta é nossa razão de ser; este é o nosso destino comum.

Certamente, não podemos provar a existência de Deus. Contudo, os homens fazem parte de um universo que são capazes de contemplar e estudar. Isso é necessariamente o efeito de uma causa, pois tudo o que existe tem uma origem. E já que ele é regido por leis que os próprios cientistas consideram admiráveis, conseqüentemente essa causa original é prodigiosamente e absolutamente inteligente. Logo, porque não chamar isso de ‘Deus’ e ver neste último a inteligência universal e impessoal que está na origem da Criação? Por outro lado, considerando que o próprio homem realizou o que há de mais belo e de mais útil dentro das ciências, das artes, da literatura, da arquitetura, da tecnologia, etc.; e considerando que ele é capaz de ter e de expressar os sentimentos mais nobres (amor, amizade, compaixão, admiração, etc.), como é possível duvidar que ele tenha algo de divino, ou seja, uma alma?

Como dissemos no início desta carta, respeitamos as convicções de cada um, de modo que compreendemos que alguns dentre vocês não manifestam mais o interesse pela espiritualidade, no sentido que demos a ela anteriormente, ou pela religiosidade. Por outro lado, a necessidade de instaurar mais humanismo neste mundo deveria ser evidente para a grande maioria das pessoas. Mas existe apenas uma solução para o futuro: é necessário que cada um se empenhe em se tornar humanista em pensamentos, palavras e atos, o que implica em colocar o que há de melhor em você a serviço do bem comum. Finalmente, retornemos à necessidade de despertar e de expressar as virtudes que dão dignidade ao homem, e que atribuímos, no nosso modo de ver, ao que há de mais divino nele.

Não estamos aqui na Terra para sofrer nem para expiar um pecado hipotético original, mas para conhecer a felicidade e evoluir gradativamente para um estado de consciência sempre mais elevado. E se o mundo não vai bem, Deus não tem nada a ver com isso, nem o Diabo, que, diga-se de passagem, não existe. São os erros do próprio homem, que em sua maioria ainda está sob o domínio dos aspectos mais negativos do ego, dando passagem para o egoísmo, a inveja, a intolerância, a violência, etc. Para tornar o mundo melhor, eles devem transcender e aprender a manifestar sua generosidade, o desapego, a tolerância, a não-violência, etc. Como? Esforçando-se para transmutar cada um de seus defeitos na qualidade oposta, até se tornarem seres humanos realizados. É exatamente a essa alquimia espiritual que os Rosacruzes se consagram desde sempre.
Independentemente de nossas crenças religiosas, de nossas idéias políticas e de nossas convicções filosóficas ou outras coisas, trata-se de um fato com relação a que vocês podem concordar conosco: o homem está apenas de passagem pela Terra. Um autor disse que “o túmulo mais belo é o coração dos vivos”. Portanto, que lembrança deseja deixar para os seres que partilharam de sua existência ou que você conheceu? Que herança quer deixar para as crianças de hoje e para as gerações futuras? Que imagem de si mesmo espera levar no momento final de deixar este mundo? Como devem ter compreendido, são respostas dadas a essas perguntas que, na sua consciência assim como em sua alma, determinam o sentido que você dá à vida. São elas também que traduzem sua natureza profunda e a consideração que têm por você e pelos outros.

Na nossa maneira de pensar, achamos que nossa existência não termina com o que chamamos de ‘morte’. Para nós, a morte é apenas uma transição para um mundo puramente espiritual. Ainda mais, muitos de nós estamos convencidos de que todos os seres humanos reencarnam na Terra diversas vezes, para dar continuidade à sua evolução e realizar sua busca de aperfeiçoamento. Assim, o significado que damos à nossa vida condiciona o significado que damos à morte, ao pós-vida e às nossas vidas futuras. Seja como for, vamos convir que é aqui e agora que se constrói o mundo futuro. Se quisermos que ele se conforme às nossas esperanças mais caras e se torne para todos um lugar de paz, de harmonia e de fraternidade, unamos nossos esforços para que surja uma Nova Humanidade, prelúdio de uma Nova civilização.

É isso que queremos submeter à sua reflexão. Estamos conscientes que as idéias que partilhamos com você não têm nada de original em si, mas achamos que elas podem corroborar as idéias de alguns, e incitar outros a se interrogarem. Esclarecemos também que elas não são de fato novas. Os Rosacruzes do século XVII, a quem estamos ligados, já usavam a mesma linguagem. Como testemunho disso, e essa será nossa conclusão, eis o que, Comenius, um deles, considerado atualmente o pai espiritual da UNESCO, declarou na época:
“Queremos que os homens, individual e coletivamente, jovens ou velhos, ricos ou pobres, nobres ou plebeus, homens ou mulheres, possam ser plenamente educados e se tornar seres humanos realizados. Queremos que sejam perfeitamente instruídos e informados, não apenas sobre um ou outro ponto, mas também sobre tudo o que permite ao homem realizar integralmente sua essência, aprender a conhecer a verdade, não ser enganado por falsos pretextos, amar o bem e a não ser seduzido pelo mal, fazer o que deve ser feito e evitar o que precisa ser evitado, falar com sabedoria de tudo em com todos, e nunca se desviar de seu objetivo maior que é a felicidade”.

Se achar que esta carta-aberta pode interessar a pessoas de seu conhecimento, sinta-se à vontade para divulgá-la. Se, ao contrário, não partilhar nem do conteúdo nem da forma, desconsidere-a e pratique em relação a nós uma das virtudes que mais apreciamos: a tolerância.

Desejando-lhes toda a felicidade possível, enviamos a todos os nossos pensamentos mais fraternos e os nossos melhores votos de Paz Profunda.

Sinceramente,

Pela Jurisdição de Língua Francesa da AMORC.

Serge Toussaint
Grande Mestre

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Posto esta carta pois achei necessário uma meditação por nossa parte.

Abraços Fraternos,
Bruxo Branco