Google+ Confraria do Bruxo: Janeiro 2013

sábado, 26 de janeiro de 2013

Os Florais de Bach

Dr.Edward Bach nasceu na Inglaterra em 1886. Era Bacharel em Medicina, Cirurgia, membro da Academia Real de Cirurgiões, licenciado pela Academia Real de Médicos e diplomado em Saúde Pública.

Entre 1930 e 1936 ele descobriu, aperfeiçoou e aplicou um sistema sofisticado de cura preparado com plantas silvestres, flores e árvores do campo, hoje conhecido como Remédios Florais do Dr. Bach ou Florais de Bach.

Os Florais de Bach tratam do estado de ânimo e do temperamento da pessoa, ao invés de tratar as doenças físicas. À medida que aumenta a vitalidade do paciente, surgem dentro dele os meios para sua recuperação.
Os Florais de Bach são de ação benigna, não provocam dependência e podem ser usados por pessoas de todas as idades com absoluta segurança.

Pensamentos de Bach:
"A doença é o resultado do conflito entre a alma e a mente, e ela jamais será erradicada exceto por meio de esforços mentais e espirituais".

"Nossa saúde física depende do nosso modo de pensar, dos nossos sentimentos e emoções".

"As doenças reais e básicas no homem são certos defeitos como o orgulho, a crueldade, o ódio, o egoísmo, a ignorância, a instabilidade e a ambição... tais defeitos é que constituem a verdadeira doença..., e a continuidade desses defeitos, se persistirmos neles,... é o que ocasiona no corpo os efeitos prejudiciais que conhecemos como enfermidades".

"Os medicamentos devem atuar sobre as causas e não sobre os efeitos, corrigindo o desequilíbrio emocional no campo energético".

Como usá-los:
Deve-se escolher os florais que entrarão na fórmula após seleção e hierarquização dos sintomas. De preferência, escolher até no máximo 6 essências florais de cada vez. Geralmente a dose recomendada é de 4 gotas, 4 vezes ao dia (ao despertar, ao deitar e mais duas vezes durante o dia) que podem ser tomadas diretamente na língua ou em um pouco de água, leite ou no que for mais conveniente. Em casos urgentes pode ser usado a cada 10 minutos, espaçando-se este intervalo conforme a melhora.



AGRIMONY: Ansiedade. Desassossego interior mascarado por uma fachada jovial e radiante. Faz qualquer sacrifício para manter a paz de espírito e do seu ambiente. Evita confrontos. Pode usar álcool ou outras drogas para atenuar a tortura mental.

ASPEN: Medos vagos de origem desconhecida. Ex: medo do escuro, medo da morte, etc... Apreensão. Pressentimentos ruins.

BEECH: Intolerante, crítico, não consegue entender os defeitos dos outros. Exigente, irrita-se facilmente com as faltas alheias.

CENTAURY: Para os subservientes, pessoas tímidas e que são facilmente dominadas. Pouca força de vontade. Não é capaz de dizer "não".

CERATO: Não confia em seu próprio julgamento, busca conselhos e confirmação nos outros. Está sempre fazendo perguntas.Pessoa sugestionável.Tende a imitar os outros.

CHERRY PLUM: Medo de perder o controle e a razão. Medo de enlouquecer e de fazer coisas terríveis. Desespero.

CHESTNUT BUD: Incapacidade de aprender com os erros passados. Repete sempre os mesmos erros. Dificuldade escolar.

CHICORY: Para pessoas do tipo "maternal" mas que tendem a exercer um controle excessivo sobre as crianças, familiares e amigos. Amor possessivo e superprotetor. Usam de chantagem emocional. Indicado também para crianças possessivas com pessoas ou brinquedos.

CLEMATIS: Para os sonhadores - falta de interesse no presente. Para quem vive sonhando com o futuro. Falta de atenção, esquecimento, sonolência.

CRAB APPLE: Para quem se sente fisicamente sujo, baixa auto-estima, vergonha de si mesmo. Funciona como um depurativo físico e mental.

ELM: Para os que em determinado momento sentem que não terão forças para cumprir suas responsabilidades . Sobrecarregados.

GENTIAN: Desânimo, pessimismo. Desencorajado quando as coisas não dão certo ou quando há dificuldade de causa conhecida. Para os que desanimam facilmente em qualquer situação.

GORSE: Desesperança, desespero, depressão. Falta de fé, pessimismo. Freqüentemente apresentam olheiras.

HEATHER: Egocêntrico. Detesta solidão. Procura incessantemente por um interlocutor para assuntos de seu exclusivo interesse. Não sabe ouvir. Suga as energias alheias.

HOLLY: Ódio, raiva, ciúme, inveja, agressividade, ganância.

HONEYSUCKLE: Para quem vive no passado. Arrependimento. Nostalgia, saudade. De grande ajuda para pessoas solitárias ou que amarguram decisões do passado.

HORNBEAM: Sensação de "2ª feira de manhã". Cansaço. Bloqueio mental. Sem ânimo para enfrentar o cotidiano.

IMPATIENS: Impaciência. Nervosismo. Tensão mental. Apressado.

LARCH: Sente-se inferior aos outros. Não se arrisca nem se esforça por se sentir convencido de que irá fracassar. Floral muito útil antes de exame. Melhora a auto-confiança.

MIMULUS: Medos e temores por coisas conhecidas (doenças, morte, acidentes, escuro, pobreza, falar em público, etc). Timidez. Acanhamento.

MUSTARD: Tristeza profunda sem explicação. Grande desânimo. Depressão, melancolia que surge de repente e se vai do mesmo modo.

OAK: Trabalhador incansável. Para os efeitos das limitações provocadas por doenças ou adversidades.

OLIVE: Para o esgotamento total, mental ou físico. Exaustão.

PINE: Para culpa. Culpa-se pelos erros dos outros e por tudo que acontece de errado. Recrimina-se.

RED CHESTNUT: Preocupação excessiva e medo pelos outros. Medo de que algo ruim aconteça às pessoas que ama.

ROCK ROSE: Emergências graves (acidentes, risco de vida). Susto, medo, pânico, terror. Nas crianças, para pavor depois de pesadelos.

ROCK WATER: Para os que são excessivamente rigorosos consigo mesmos. Perfeccionistas. Querem ser um exemplo para os outros. Negam a si próprios até mesmo os mais simples prazeres da vida.

SCLERANTHUS: Incerteza, indecisão diante de duas opções. Falta de estabilidade e equilíbrio; estados de ânimo variados (alegria e tristeza, energia e apatia, risos e lágrimas, etc.). Indicado para enjôos em viagem.

STAR OF BETHLEHEM: Para o choque físico ou mental e suas conseqüências . Indicado em situações tais como acidente, notícia ruim, susto muito grande, perda de entes queridos, etc.

SWEET CHESTNUT: Para angústia extrema. Sensação de ter chegado ao limite. Indicado para a sensação de que nada mais resta na vida, nem esperança, nem fé.

VERVAIN: Para tensão. Fanático, dono da verdade, tenta converter os outros às suas idéias e crenças. Dificuldade em relaxar.

VINE: Dominador. Ambicioso e determinado. Não pede, manda. Este remédio ajuda essas pessoas a serem mais compreensivas com os outros.

WALNUT: Indicado para ocasiões de mudança (de casa, de emprego, casamento, divórcio, dentição, puberdade, menopausa, etc.). Protege de influências exteriores.

WATER VIOLET: Orgulhoso, indiferente. Prefere ficar sozinho. Não interfere nos assuntos dos outros e não gosta que interfiram nos seus.

WHITE CHESTNUT: Pensamentos indesejáveis e persistentes que atormentam. Discussões mentais. Idéia fixa. Diálogos internos torturantes.

WILD OAT: Pessoa ambiciosa mas com dificuldade para escolher uma vocação profissional ou caminho, tornando-se frustrada e deprimida.

WILD ROSE: Resignação e apatia. Acredita que sua situação não tem remédio. Sempre cansado; sem vitalidade.

WILLOW: Para o ressentimento, amargura. Culpa aos outros e a vida pelas coisas que acontecem com ele. Sente-se injustiçado. Inveja.




Abraços Fraternos .:.
Bruxo Branco

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

História de Santo Antônio de Pádua


           Santo Antônio de Pádua, nasceu em Lisboa, Portugal, em 15 de agosto de 1.195, recebeu o nome de batismo de Fernando de Bulhoes, descendente da familia de Godofredo de Bulhoes, chefe da primeira cruzada do século XI. Era primogênito de uma família nobre, poderosa e rica. Os pais o encaminharam aos estudos, desejando que ele se tornasse um magistrado ou um bispo. Mas, bem cedo, começou a desiludir as miragens ambiciosas dos pais. Deus o atraía e ele não opôs resistência. Amava intensamente a oração. Uma pitoresca lenda conta que um dia, na catedral de Lisboa, enquanto rezava, o menino afungentou o demônio traçando o sinal da cruz no chão.


           Aos 15 anos, deixa seu rico palácio, seus familiares, que são contrários, e vai trancar na abadia de São Vicente, na periferia de Lisboa, pertencente aos Cônegos Regulares de Santo Agostinho. A estes religiosos é que Fernando deve toda a sua formação intelectual, que o faz um dos homens mais cultos da Igreja, na Europa, no princípio do Seculo XII.



          Pouco tempo depois, foi transferido para uma outra abadia, o Mosteiro de Santa Cruz, em Coimbra, que era a capital do reino de Portugal.



          Com 25 Anos, ainda agostiniano é ordenado sacerdote. Neste ano Santo Antônio teve a grande virada no eixo de sua historia: É de comum acordo que no mesmo ano em que passa de Cônego Regular Agostiniano para seguir as pegadas de um novo fundador: Francisco de Assis. Três são as razões que influíram na mudança de ordem: a) a estagnação de sua congregação e a falta do espírito apostólico e de idealismo da mesma; b) a nova ordem que estava nascendo estava na sua "lua-de-mel"; cheios de vigor e idealismo, esses frades adotavam os elementos essenciais da vida religiosa tradicional, mas dela se afastavam em vários aspectos: não tinham mosteiros, nem residências fixas, nem segurança econômica, pois professavam pobreza absoluta em comum e em particular, dedicavam-se à atividade missionária com pretensões de conquistar o mundo para Jesus Cristo; c) os cincos mártires franciscanos assassinados em Marrocos cujos corpos trazidos para Coimbra e, por coincidência, ao mesmo mosteiro de Santa Cruz, onde vivia Santo Antônio. Narram as antigas biografias que, na ocasião, Fernando, levando pelo desejo de imitar o heroísmo dos frades, pediu ingresso na nova ordem.



          Ao receber o burel franciscano, Fernando deixa para trás também o seu antigo nome acolhendo um outro: Antônio, ou seja Frei Antônio. Recebeu este nome oriundo do padroeiro do convento dos frades menores em Coimbra que naqueles tempos era comum dar um nome novo a todos os que ingressavam na Ordem. A palavra Antônio quer significar “altitonante” (que troveja nas alturas, retumbante, estrondoso, estrepitoso: que soa alto, altissonante) “ como pressagiando, conforme escreve o primeiro biografo da legenda de Santo Antônio – ou assídua, quão grande arauto da palavra de Deus haveria de ser. De fato, quando falava entre os perfeitos da sabedoria de Deus escondida no mistério tais e tão profundas coisas da Escritura, como um trombeta altissonante, que “soou” a sua voz, mesmo aquele que estivesse acostumado à interpretação da Escrituras, raramente podia compreender o que sua lingua explanava” (Assídua,12).



          No final deste mesmo ano (1.220) vai a Marrocos, onde pretende realizar o sonho missionário. Mas fica doente e precisa voltar. Já um tanto recuperado, viajou para Assis, a fim de tomar parte no Capítulo das Esteiras (Pentecostes de 1.221) e aí teve seu primeiro encontro com São Francisco. Após o Capítulo Geral, o frade português foi morar no eremitério de Monte-Paolo, perto de Forli, na província de Romanha. Como luz debaixo de uma vasilha, por ocasião de uma ordenação sacerdotal, se pôs às claras o dote oratório de Frei Antonio, que até então cuidava somente da cozinha e da horta. Tomaria rumo assim sua atividade futura, preponderantemente devotada à pregação popular, ao lado do magistério teológico e da direção de comunidades de frades.



           Nos "Sermões", Santo Antônio discorria sobre a oração como uma relação de amor, que conduz o homem a conversar com o Senhor, criando uma alegria que envolve a alma em oração. Antônio nos recorda que a oração precisa de uma atmosfera de silêncio, que não coincide com o afastamento do barulho externo, mas é experiência interior, que procura evitar as distrações provocadas pelas preocupações da alma. Para Santo Antônio, a oração se compõe de quatro atitudes indispensáveis que, no latim, definem-se como: obsecratio, oratio, postulatio, gratiarum actio. Poderíamos traduzi-las assim: abrir com confiança o próprio coração a Deus, conversar afetuosamente com Ele, apresentar-lhe as próprias necessidades, louvá-lo e agradecer-lhe.




Abraços Fraternos .:.
Bruxo Branco

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Parábola das Dez Virgens



Naquela noite, dois jovens se casariam.
O casamento seria celebrado à noite, como era costume no tempo de Jesus.
Havia primeiro a cerimônia religiosa, na casa da noiva. Depois, então, a festa do casamento, na residência do noivo.
Os convidados saiam da casa da noiva formando uma procissão. Todos carregavam lâmpadas de azeite ou tochas acesas, porque as ruas eram escuras. Naqueles tempos, você sabe, não havia iluminação a gás nem luz elétrica. A procissão, começando da casa da noiva, se dirigia para a casa do noivo.
Algumas pessoas convidadas, que não puderam assistir ao ato religioso, esperavam, em frente às suas casas, a passagem do cortejo, a fim de se dirigirem à residência do noivo para as festas do casamento.
As cerimônias religiosas demoraram, porém, bastante tempo na residência da noiva.
Dez moças que não puderam ir lá estavam esperando a passagem do cortejo, quando o noivo, a noiva e os convidados viessem para a casa do primeiro.
Dessas dez moças, cinco eram tolas e desajuizadas. As outras cinco eram prudentes.
Todas sabiam que não era permitido tomar parte na procissão sem suas lâmpadas ou tochas.
As tolas, porque não tinham cuidado, levavam as lâmpadas com pouco azeite, mas, as prudentes levavam as lâmpadas e também umas pequenas vasilhas com azeite.
O noivo estava tardando...
— Por que estará demorando tanto, a cerimônia religiosa? — perguntavam as moças, uma às outras.
Sentadas, vencidas pelo cansaço, todas elas adormeceram.
Já era meia-noite, quando alguém, que vinha à frente da procissão, gritou: “Eis o noivo! Venham os convidados ao seu encontro!”
As dez moças, então, se levantaram depressa e prepararam as suas lâmpadas, acendendo-as.
As cinco moças desajuizadas disseram, nesse momento, às outras cinco:
— Dai-nos do vosso azeite, porque as nossas lâmpadas estão se apagando... Elas têm pouco azeite...
As prudentes, porém, responderam, com delicadeza:
— Infelizmente, amigas, não é possível, porque o azeite que temos não chega para nós e para vós. Ide ao vendedor e comprai-o para vos...
As cinco moças imprevidentes foram fazer a compra, buscando o vendedor naquela hora tardia da noite. E por isso, demoraram bastante...
A procissão passou, as cinco moças prudentes entraram no cortejo e todos chegaram à casa do noivo. Imediatamente foi fechada a porta, como era costume.
Mais tarde, as cinco moças sem juízo chegaram. A porta já estava fechada.
— Que faremos? — perguntavam elas entre si.
— Batamos à porta — disse uma.
Bateram, gritando:
— Senhor, senhor, abre a porta para nós!
O noivo, porém, da janela do sobrado, disse para as moças que estavam na rua:
— Agora não é mais possível... Não vos conheço!
E elas não puderam entrar. Se tivessem sido cuidadosas, estariam na festa juntamente com todos os convidados...

Mateus, capítulo 25, versículos 1 a 13

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Entendeu querido irmão, a grande lição que o Mestre Jesus nos deixou com esta parábola? Ele a terminou com as seguintes palavras: “Vigiai, porque não sabeis o dia nem a hora”.

Esta parábola é um convite do nosso Divino Mestre para que sejamos vigilantes, isto é, cuidadosos. Devemos estar sempre prontos para o cumprimento do nosso dever. Devemos estar sempre prontos para responder à chamada de Jesus para qualquer serviço, pequenino que seja, na Seara do Evangelho. Devemos estar sempre prontos para a hora desconhecida em que Ele nos chamar desta vida presente para a vida espiritual.

Isso é que significa vigilância. Cuidemos, pois, de nossas almas com muito zelo. Sejamos como as moças prudentes da parábola, que traziam suas lâmpadas e mais as vasilhas de azeite. Devemos trazer nossas almas como lâmpadas sempre acesas, alimentadas com o azeite da Palavra Divina.

Você viu que o azeite, na parábola, não pôde ser emprestado. Assim sendo, cada um de nós deve cuidar de conseguir o próprio azeite para sua lâmpada, isto é, cada um deve cuidar de aperfeiçoar e iluminar seu próprio coração, pois, não podemos chegar a Jesus pelos merecimentos dos outros.
É a “lei de esforço próprio”.

Atenção para outro ensinamento: Devemos cuidar da iluminação de nossa alma enquanto é tempo. Não procedamos como as virgens sem juízo, que deixaram a compra do azeite para a última hora. Por não serem cuidadosas, perderam o direito de entrada às festas do casamento. Se não cuidarmos também, com antecedência, do aperfeiçoamento de nosso Espírito, não teremos ingresso às Moradas Luminosas de paz, de felicidade e de cooperação com Deus.

Pense nessas coisas muito sérias e santas, meu querido irmão. E desde agora, “compre” no Evangelho, com as moedas de sua boa vontade e de seu esforço o azeite das Virtudes Divinas para acender a lâmpada do seu coração, preparando-o, cuidadosamente, para os serviços do Bem, com Jesus.



Abraços Fraternos .:.
Bruxo Branco

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Os Perigos da Mediunidade



O dentista quando sai de seu consultório exala o cheiro forte do remédio que usa em seus pacientes. Quem fuma cachimbo está sempre impregnado do cheiro da fumaça. Quando trabalhamos com a incorporação de espíritos os resíduos de suas energias ficam na nossa aura.

O acúmulo sucessivo das incorporações deixa essas energias depositadas e em número cada vez maior. Se por um momento nós tivermos raiva de alguém e nossa energia for direcionada a essa pessoa, junto com ela todas as energias acumuladas engrossam o poder da vibração, podendo causar um mal imprevisível ao atingido, e isso sem nenhuma responsabilidade ou vontade das entidades. Por isso quando dizem que um Exu fez o mal, na verdade foi só o médium que usou da energia dele para provocar a maldade.

Vale aqui colocar uma ordem nessas palavras: Exu não faz o mal, por se ele fizer não será Exu e sim um espírito malvado se fazendo passar por ele. Por essas razões os médiuns da Umbanda devem ter a consciência para não terem pensamentos negativos contra ninguém.


“Médiuns de qualquer linha de conhecimento estão proibidos de ter raiva.”



Abraços Fraternos .:.
Bruxo Branco

Carta do Cacique Seattle ao Presidente Franklin Pierce

"O QUE OCORRER COM A TERRA, RECAIRÁ SOBRE OS FILHOS DA TERRA. HÁ UMA LIGAÇÃO EM TUDO"


NO ANO DE 1854, O PRESIDENTE DOS ESTADOS UNIDOS, FRANKLIN PIERCE, FEZ À UMA TRIBO INDÍGENA A PROPOSTA DE COMPRAR GRANDE PARTE DE SUAS TERRAS, OFERECENDO, EM CONTRAPARTIDA, A CONCESSÃO DE UMA OUTRA"RESERVA". O TEXTO DA RESPOSTA DO CHEFE SEATLE, DISTRIBUÍDO PELA ONU (PROGRAMA PARA O MEIO AMBIENTE) E AQUI PUBLICADO, TEM SIDO CONSIDERADO, ATRAVÉS DOS TEMPOS, COMO UM DOS MAIS BELOS E PROFUNDOS PRONUNCIAMENTOS JÁ FEITOS A RESPEITO DA DEFESA DO MEIO AMBIENTE.


Como é que se pode comprar ou vender o céu, o calor da terra?

Essa idéia nos parece estranha. Se não possuímos o frescor do ar e o brilho da água, como é possível comprá-los?

Cada pedaço desta terra é sagrado para o meu povo. Cada ramo brilhante de um pinheiro, cada punhado de areia das praias, a penumbra na floresta densa, cada clareira e inseto a zumbir são sagrados na memória e experiência do meu povo. A seiva que percorre o corpo das árvores carrega consigo as lembranças do homem vermelho. Os mortos do homem branco esquecem sua terra de origem quando vão caminhar entre as estrelas.

Nossos mortos jamais esquecem esta bela terra, pois ela é a mãe do homem vermelho. Somos parte da terra e ela faz parte de nós. As flores perfumadas são nossas irmãs; o cervo, o cavalo, a grande águia, são nossos irmãos. Os picos rochosos, os sucos úmidos nas campinas, o calor do corpo do potro, e o homem - todos pertencem a mesma família.

Portanto, quando o Grande Chefe em Washington manda dizer que deseja comprar nossa terra, pede muito de nós. O Grande Chefe diz que nos reservará um lugar onde possamos viver satisfeitos. Ele será nosso pai e nós seremos seus filhos. Portanto, nós vamos considerar sua oferta de comprar nossa terra.

Mas isso não será fácil. Esta terra é sagrada para nós. Essa água brilhante que escorre nos riachos e rios não é apenas água, mas o sangue de nossos antepassados. Se lhes vendermos a terra, vocês devem lembrar-se de que ela é sagrada, e devem ensinar as suas crianças que ela é sagrada e que cada reflexo nas águas límpidas dos lagos fala de acontecimentos e lembranças da vida do meu povo.

O murmúrio das águas é a voz dos meus ancestrais. Os rios são nossos irmãos, saciam nossa sede. Os rios carregam nossas canoas e alimentam nossas crianças. Se lhes vendermos nossa terra, vocês devem lembrar e ensinar a seus filhos que os rios são nossos irmãos, e seus também. E, portanto,vocês devem dar aos rios a bondade que dedicariam a qualquer irmão.

Sabemos que o homem branco não compreende nossos costumes. Uma porção de terra, para ele, tem o mesmo significado que qualquer outra, pois é um forasteiro que vem a noite e extrai da terra aquilo que necessita. A terra não é sua irmã, mas sua inimiga, e quando ele a conquista, prossegue seu caminho. Deixa pra trás os túmulos de seus antepassados e não se incomoda. Rapta da terra aquilo que seria de seus filhos e não se importa. A sepultura de seu pai e os direitos de seus filhos são esquecidos. Trata sua mãe, a terra, e seu irmão, o céu, como coisas que possam ser compradas, saqueadas, vendidas como carneiros ou enfeites coloridos. Seu apetite devorará a terra, deixando somente um deserto.

Eu não sei, nossos costumes são diferentes dos seus. A visão de suas cidades fere os olhos do homem vermelho. Talvez seja porque o homem vermelho é um selvagem e não compreenda.
Não há um lugar quieto nas cidades do homem branco. Nenhum lugar onde se possa ouvir o desabrochar de folhas a primavera ou o bater das asas de um inseto. Mas talvez seja porque eu sou um selvagem e não compreendo. O ruído parece somente insultar os ouvidos.

E o que resta da vida se um homem não pode ouvir um choro solitário de uma ave ou o debate dos sapos ao redor de uma lagoa, a noite? Eu sou um homem vermelho e não compreendo. O índio prefere o suave murmúrio do vento encrespando a face do lago, e o próprio vento, limpo por uma chuva diurna ou perfumado pelos pinheiros.

O ar é precioso para o homem vermelho, pois todas as coisas compartilham o mesmo sopro  o animal, a árvore, o homem, todos compartilham o mesmo sopro. Parece que o homem branco não sente o ar que respira. Como um homem agonizante há vários dias, é insensível ao mau cheiro. Mas se vendermos nossa terra ao homem branco, ele deve lembrar que o ar é precioso para nós, que o ar compartilha seu espírito com toda vida que mantém. O vento que deu a nosso avô seu primeiro inspirar também recebi seu último suspiro. Se lhes vendermos nossa terra, vocês devem mantê-la intacta e sagrada, como um lugar onde até mesmo o homem branco possa ir saborear o vento açucarado pelas flores dos prados.

Portanto, vamos meditar sobre sua oferta de comprar nossa terra. Se decidirmos aceitar, imporei uma condição: o homem branco deve tratar os animais desta terra como seus irmãos. Sou um selvagem e não compreendo qualquer outra forma de agir. Vi um milhar de búfalos apodrecendo na planície, abandonados pelo homem branco que os alvejou de um trem ao passar. Eu sou um selvagem e não compreendo como é que o fumegante cavalo de ferro pode ser mais importante que o búfalo, que sacrificamos somente para permanecer vivos.

O que é o homem sem os animais? Se todos os animais se fossem, o homem morreria de uma grande solidão de espírito. Pois o que ocorre com os animais, breve acontece com o homem. Há uma ligação em tudo.

Vocês devem ensinar as suas crianças que o solo a seus pés, é a cinza de nossos avós. Para que respeitem a terra, digam a seus filhos que ela foi enriquecida com as vidas de nosso povo. Ensinem as suas crianças, o que ensinamos as nossas, que a terra é nossa mãe. Tudo que acontecer a terra acontecerá aos seus filhos da terra. Se os homens cospem no solo, estão cuspindo em si mesmos.

Isto sabemos: a terra não pertence ao homem; o homem pertence a terra.

Isto sabemos: todas as coisas estão ligadas como o sangue que une uma família. Há uma ligação em tudo. O que ocorrer com a terra recairá sobre os filhos da terra. O homem não tramou o tecido da vida; ele é simplesmente um de seus fios. Tudo o que fizer ao tecido, fará a si mesmo.
Mas quando de sua desaparição, vocês brilharão intensamente, iluminados pela força do Deus que os trouxe a esta terra e por alguma razão especial lhes deu o domínio sobre a terra e sobre o homem vermelho. Este destino é um mistério para nós, pois não compreendemos que todos os búfalos sejam exterminados, os cavalos bravios sejam todos domados, os recantos secretos da floresta densa impregnados do cheiro de muitos homens, e a visão dos morros obstruída por fios que falam.

Onde está o arvoredo? Desapareceu.
Onde está a águia? Desapareceu.

É o final da vida e o início da sobrevivência.


**Texto de domínio público distribuído pela ONU

Abraços Fraternos .:.
Bruxo Branco

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Momento de Oração


Se você está feliz, ore sempre,
rogando ao Senhor para que o equilíbrio esteja em seus passos...

Se você sofre,
ore para que não lhe falte compreensão e paciência...

Se você está no caminho certo,
ore para que não se desvie...

Se você está de espírito marginalizado,
sob o risco de queda em despenhadeiros ou perigosos declives, ore para que o seu raciocínio retome a senda justa...

Se você está doente,
ore a fim de que a saúde possível lhe seja restituída...

Se você tem o corpo robusto,
ore para que as suas forças não se percam...

Se você está trabalhando,
ore pedindo a Deus lhe conserve a existência no privilégio de servir...

Se você permanece ausente da atividade,
ore solicitando aos Mensageiros do Senhor lhe auxiliem a encontrar ou reencontrar a felicidade da ação para o bem...

Se você já aprendeu a perdoar as ofensas,
ore para que prossiga cultivando semelhante atitude...

Se você reprova ou condena alguém,
ore rogando à Divina Providência lhe ajude a entender o que faríamos nós se estivéssemos no lugar de quem caiu ou de quem errou, de modo a aprendermos discernimento e tolerância...

Se você possui conhecimentos superiores,
ore para que não lhe falte a disposição de trabalhar, a fim de transmití-los a outrem, sem qualquer idéia de superioridade, reconhecendo que a luz de sua inteligência vem de Deus que no-la concede para que tenhamos a fazer o melhor de nosso tempo e de nossa vida, entregando-nos, porém, à responsabilidade de nossos próprios atos...

Se você ainda ignora as verdades da vida,
ore para que o seu espírito consiga assimilar as lições que o Mais Alto lhe envia...


Ore sempre!


A oração é o momento de luz, nas obscuridades e provas do caminho de aperfeiçoamento em que ainda nos achamos, para o nosso encontro íntimo com o amparo de Deus...

Espírito: André Luiz


Abraços Fraternos Abraços Fraternos .:.
Bruxo Branco

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Mensagem aos Médiuns



Venho exortar a quantos se entregaram na Terra à missão da mediunidade, afirmando-lhes que, ainda em vossa época, esse posto é o da renúncia, da abnegação e dos sacrifícios espontâneos. Faz-se mister que todos os Espíritos, vindos ao planeta com a incumbência de operar nos labores mediúnicos, compreendam a extensão dos seus sagrados deveres para a obtenção do êxito no seu elevado e nobilitante trabalho.

Médiuns! A vossa tarefa deve ser encarada como um santo sacerdócio; a vossa responsabilidade é grande, pela fração de certeza que vos foi outorgada, e muito se pedirá aos que muito receberam. Faz-se, portanto, necessário que busqueis cumprir, com severidade e nobreza, as vossas obrigações, mantendo a vossa consciência serena, se não quiserdes tombar na luta, o que seria crestar com as vossas próprias mãos as flores da esperança numa felicidade superior, que ainda não conseguimos alcançar! Pesai as consequências dos vossos mínimos atos, porquanto é preciso renuncieis à própria personalidade, aos desejos e aspirações de ordem material, para que a vossa felicidade se concretize.

Felizes daqueles que, saturados de boa-vontade e de fé, laboram devotadamente para que se espalhe no mundo a Boa Nova da imortalidade. Compreendendo a necessidade da renúncia e da dedicação, não repararam nas pedras e nos acúleos do caminho, encontrando nos recantos do seu mundo interior os tesouros do auxílio divino. Acendem nos corações a luz da crença e das esperanças, e se, na maioria das vezes, seguem pela estrada incompreendidos e desprezados, o Senhor enche com a luz do seu amor os vácuos abertos pelo mundo em suas almas, vácuos feitos de solidão e desamparo.

Infelizmente, a Terra ainda é o orbe da sombra e da lágrima, e toda tentativa que se faz pela difusão da verdade, todo trabalho para que a luz se esparja fartamente encontram a resistência e a reação das trevas que vos cercam. Dai nascem as tentações que vos assediam, e partem as ciladas em que muitos sucumbem, à falta da oração e da vigilância apregoadas no Evangelho.


QUEM SÃO OS MÉDIUNS NA SUA GENERALIDADE

Os médiuns, em sua generalidade, não são missionários na acepção comum do termo; são almas que fracassaram desastradamente, que contrariaram, sobremaneira, o curso das leis divinas, e que resgatam, sob o peso de severos compromissos e ilimitadas responsabilidades, o passado obscuro e delituoso. O seu pretérito, muitas vezes, se encontra enodoado de graves deslizes e de erros clamorosos. Quase sempre, são Espíritos que tombaram dos cumes sociais, pelos abusos do poder, da autoridade, da fortuna e da inteligência, e que regressam ao orbe terráqueo para se sacrificarem em favor do grande número de almas que desviaram das sendas luminosas da fé, da caridade e da virtude. São almas arrependidas que procuram arrebanhar todas as felicidades que perderam, reorganizando, com sacrifícios, tudo quanto esfacelaram nos seus instantes de criminosas arbitrariedades e de condenável insânia.


AS OPORTUNIDADES DO SOFRIMENTO

As existências dos médiuns, em geral, têm constituído romances dolorosos, vidas de amargurosas dificuldades, em razão da necessidade do sofrimento reparador; suas estradas, no mundo, estão repletas de provações, de continências e desventuras. Faz-se, porém, necessário que reconheçam o ascetismo e o padecer, como belas oportunidades que a magnanimidade da Providência lhes oferece, para que restabeleçam a saúde dos seus organismos espirituais, combalidos nos excessos de vidas mal orientadas, nas quais se embriagaram à saciedade com os vinhos sinistros do vicio e do despotismo.
Humilhados e incompreendidos, faz-se mister que reconheçam todos os benefícios emanantes das dores que purificam e regeneram, trabalhando para que representem, de fato, o exemplo da abnegação e do desinteresse, reconquistando a felicidade perdida.


NECESSIDADE DA EXEMPLIFICAÇÃO

Todos os médiuns, para realizarem dignamente a tarefa a que foram chamados a desempenhar no planeta, necessitam identificar-se com o ideal de Jesus, buscando para alicerce de suas vidas o ensinamento evangélico, em sua divina pureza; a eficácia de sua ação depende do seu desprendimento e da sua caridade, necessitando compreender, em toda a amplitude, a verdade contida na afirmação do Mestre: “Dai de graça o que de graça receberdes.”
Devendo evitar, na sociedade, os ambientes nocivos e viciosos, podem perfeitamente cumprir seus deveres em qualquer posição social a que forem conduzidos, sendo uma de suas precípuas obrigações melhorar o seu meio ambiente com o exemplo mais puro de verdadeira assimilação da doutrina de que são pregoeiros.
Não deverão encarar a mediunidade como um dom ou como um privilégio, sim como bendita possibilidade de reparar seus erros de antanho, submetendo-se, dessa forma, com humildade, aos alvitres e conselhos da Verdade, cujo ensinamento está, frequentemente, numa inteligência iluminada que se nos dirige, mas que se encontra igualmente numa provação que, humilhando, esclarece ao mesmo tempo o espírito, enchendo-lhe o íntimo com as claridades da experiência.


O PROBLEMA DAS MISTIFICAÇÕES

O problema das mistificações não deve impressionar os que se entregam às tarefas mediúnicas, os quais devem trazer o Evangelho de Jesus no coração. Estais muito longe ainda de solucionar as incógnitas da ciência espírita, e se aos médiuns, às vezes, torna-se preciso semelhante prova, muitas vezes os acontecimentos dessa natureza são também provocados por muitos daqueles que se socorrem das suas possibilidades.
Tende o coração sempre puro. É com a fé, com a pureza de intenções, com o sentimento evangélico, que se podem vencer as arremetidas dos que se comprazem nas trevas persistentes. É preciso esquecer os investigadores cheios do espírito de mercantilismo!... Permanecei na fé, na esperança e na caridade em Jesus - Cristo, jamais olvidando que só pela exemplificação podereis vencer.


APELO AOS MÉDIUNS

Médiuns, ponderai as vossas obrigações sagradas! preferi viver na maior das provações a cairdes na estrada larga das tentações que vos atacam, insistentemente, em vossos pontos vulneráveis.
Recordai-vos de que é preciso vencer, se não quiserdes soterrar a vossa alma na escuridão dos séculos de dor expiatória. Aquele que se apresenta no Espaço como vencedor de si mesmo é maior que qualquer dos generais terrenos, exímio na estratégia e tino militares. O homem que se vence faz o seu corpo espiritual apto a ingressar em outras esferas e, enquanto não colaborardes pela obtenção desse organismo etéreo, através da virtude e do dever cumprido, não saireis do círculo doloroso das reencarnações.



*Espírito: Emmanuel



Abraços Fraternos .:.
Bruxo Branco

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Mantenha a Calma




Se você está no ponto de estourar mentalmente silencie alguns instantes para pensar.

Se o motivo é moléstia no próprio corpo, a intranquilidade traz o pior.

Se a razão é enfermidade em pessoa querida, o seu desajuste é fator agravante.

Se você sofreu prejuízos materiais, a reclamação é uma bomba atrasada, lançando caso novo.

Se perdeu alguma afeição, a queixa tornará você uma pessoa menos simpática, junto de outros amigos.

Se deixou alguma oportunidade valiosa para trás, a inquietação é desperdício de tempo.

Se contrariedades aparecem, o ato de esbravejar afastará de você o concurso espontâneo.

Se você praticou um erro, o desespero é porta aberta a faltas maiores.

Se você não atingiu o que desejava, a impaciência fará mais larga distância entre você e o 
objetivo a alcançar.

Seja qual for a dificuldade, conserve a calma, trabalhando, porque, em todo problema, a serenidade é o teto da alma, pedindo o serviço por solução.



* Fonte: Livro "O Espírito da Verdade" - Edição FEB
Espírito: ANDRÉ LUIZ
Médium: Francisco Cândido Xavier


Abraços Fraternos .:.
Bruxo Branco

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Viver para Servir


"... És precioso aos meus olhos. Troco reinos inteiros por ti..."
Yaohúshua (Jesus)
O SERVIR
Servir desinteressadamente sempre foi a máxima de todo colegiado, aqueles que pouco servem ou somente servem a si mesmos nas satisfações de seus desejos e nas gratificações sensoriais do mundo ilusório e perecível, impermanente e passageiro, encarcerados estão duplamente, pois servem a si mesmos e a ilusão que lhes cercam, estes, muito longe estão da essência do PAI que habita no templo de cada coração e dominados estão pelos egos que ofuscam suas visões, ações, sentimentos e pensamentos.

O verdadeiro servidor é aquele que o faz por Amor, Amor e Compreensão verdadeira, quanto mais servir, mais se expande a consciência e quanto mais expandida é a consciência de um homem maior é a perfeição no seu servir, tal grande alma atinge alturas indizíveis, supra-humanas, alcançando a consciência do Cristo que penetra e permeia todas as coisas e que sempre esteve em todas as coisas e em todos os lugares, unido ao PAI.

A estas poucas almas, singelas, simples e humildes com mentes de criança que ali chegaram através das renúncias e do servir desinteressado por Amor ao PAI, compreendem que nunca estiveram separadas de nada e de ninguém, percebem Como o FIAT LUX, a luz na escuridão que clareia o fundo dos abismos insondáveis de sua própria inconsciência, que todos os seres existentes no Universo revelado de Deus fazem parte de seu próprio corpo, então suas mentes se iluminam e se conectam com a mente cósmica e assim sua consciência desperta do profundo sono ao qual estavam submersas.

Compreendem que todas as Galáxias, todos os Sóis e Planetas, todas as Humanidades, cada homem e cada mulher, todos os animais, plantas e metais habitam, pulsam e vibram dentro delas mesmas, na unidade múltipla perfeita (o Cristo Cósmico) e percebem que ao ferirem alguém, ferem a si mesmas, mutilam seu próprio corpo, destroem suas próprias vidas, pois submersas estavam na ignorância e na obscuridade de seus desejos e egoísmos.

Qual homem ou mulher em sã consciência mutilaria seu corpo? Nenhum ser humano em sã consciência faria tamanha atrocidade em seu corpo, da mesma forma quando se atinge a consciência de que somos um único corpo em Cristo, incapaz somos de ferir nossos semelhantes ou de praticar qualquer tipo de violência ao nosso próximo, pois todos fazem parte uns dos outros e assim somos e formamos na unidade múltipla de seres, o corpo de Cristo.

Servir é expandir, quanto maior for o serviço desinteressado de um ser e alma, maior é a expansão de sua consciência e do todo que lhe cerca. Somente aqueles que compreenderam a natureza do Cristo servem desinteressadamente e incondicionalmente, pois entendem que o reino do Pai não esta neste mundo, mas através deste mundo o Cristo se manifesta indicando o caminho para o reino do Pai através do servir.

Maior de todos é aquele que serve e somente aquele que é perfeito em servir encarna o Cristo Cósmico.


Abraços Fraternos .:.
Bruxo Branco

domingo, 6 de janeiro de 2013

A Noite Negra da Alma



O que é a Noite Negra da Alma? Trata-se de um termo há muito usado pelos místicos para denotar certo estado emocional e psicológico, assim como para indicar um período de testes por que todo mortal passa alguma vez em sua vida. Essa Noite Negra da Alma é caracterizada por uma série de fracassos; o indivíduo experimenta muitas frustrações. Qualquer coisa que o indivíduo se propõe a fazer parece carregada de incertezas e obstáculos. Não importa o quanto ele tente ou que conheci­mentos aplique, o indivíduo se sente amarrado. Quando prestes a se concretizarem, as oportunida­des parecem escapar de suas mãos. Coisas com as quais ele muito contava, não se realizam. Seus pla­nos tornam-se estáticos e não se concretizam. Ne­nhuma circunstância lhe oferece solução ou enco­rajamento quanto ao futuro. Este período é reple­to de desapontamento, desânimo e depressão.
Durante esse período, o indivíduo sente-se for­temente tentado a abandonar seus mais acalenta­dos ideais e esperanças, tornando-se extremamente pessimista. O maior perigo, contudo, é sua tendên­cia de abandonar todas aquelas coisas às quais atribuía grande valor e importância na vida. Ele pode achar que é inútil continuar seus estudos místicos, suas atividades culturais e sua afiliação a entidades filantrópicas. Caso ceda a essas tentações, estará realmente perdido. De acordo com a tradição mística, este é o período em que a fibra da personalidade-alma é testada. Suas verdadeiras convicções, sua força de vontade e seu merecimento de maior iluminação são colocados à prova. Se o indivíduo sucumbe a essas condições, embora a frustração e o desespero possam diminuir, ele não conhecerá o júbilo da verdadeira conquista na vida. Daí por diante, sua existência poderá ser medíocre e ele não experimentará verdadeira paz interior.
Não se trata de algum tipo de punição imposta ao indivíduo. Como evidenciam os ensinamentos místicos, não é uma condição cármica. É, isto sim, uma espécie de adaptação que o indivíduo deve fazer dentro de si mesmo para evoluir a um nível mais elevado de consciência. É uma espécie de desafio, uma espécie de exigência de que a pessoa re­corra à introspecção e promova uma reavaliação de seus ideais e objetivos na vida. Uma exigência de que a pessoa abandone interesses superficiais e se decida sobre o modo em que deve utilizar sua vida. Não significa que o indivíduo deva abandonar seu trabalho ou meio de vida, mas, que ele deve reestruturar sua vida futura. A Noite Negra o faz perguntar-se sobre quais as contribuições que ele pode fazer à humanidade. Faz com que ele descubra seus pontos fracos e fortes.
Se a pessoa fizer esta auto-análise durante a Noite Negra ao invés de apenas lutar contra suas frustrações, toda a situação mudará para melhor. Ela passa a ter domínio sobre acontecimentos que concluiu serem meritórios. Mais cedo ou mais tarde, então, advém a condição que há muito os místicos chamam de Áureo Alvorecer. Subitamente, parece haver uma transformação: a pessoa torna-se efervescente de entusiasmo. Há um influxo de idéias estimulantes e construtivas que ela sente poder converter em benefícios para sua vida. Todo o novo curso de sua existência é promissor. Em contraste com as condições anteriores, sua nova vida é verdadeiramente áurea no alvorecer de um novo período. Acima de tudo, há a iluminação, o discernimento aguçado, a compreensão de si mesmo e de situações que antes não compreendia.
Aqueles que não têm conhecimento deste fenômeno mas que no entanto perseveram e superam a Noite Negra da Alma, tomam-se algo confusos pelo que lhes parece uma transformação inexplicável em seus afazeres e obrigações. Particularmente estranho lhes parece o que acreditam ser alguma energia ou combinação de circunstâncias externas que produziu a mudança. Eles não percebem que a transformação ocorreu em sua própria natureza psíquica como resultado de seus pensamentos e vontade.
Quando é que começa a Noite Negra da Alma? Em que idade ou período da vida ela ocorre? Podemos responder que normalmente ela se sucede ao fim de um dos ciclos de sete anos, como 35, 42, 49, 56, 63… anos de idade. Ela ocorre com mais freqüência no fim do ciclo dos 42 ou 49 anos, e muito raramente aos 63 ou além.

Quanto tempo ela dura? Em verdade ninguém pode responder esta pergunta pois sua duração é individual. Depende de como a pessoa tenha vivido; de seus pensamentos e ações. Contudo, enfatizamos uma vez mais: A Noite Negra não advém como punição pelo que a pessoa possa ter feito no passado, mas, sim como um teste do merecimento de penetrar no Áureo Alvorecer. Talvez quanto mais circunspecto seja o indivíduo, quanto mais sincero ele seja na busca de realizar nobres ideais, tanto mais cedo sua determinação e seu verdadeiro caráter serão postos a prova pela Noite Negra da Alma.
Por quanto tempo tem a pessoa de suportar es­sa experiência? Isto também varia de acordo com o indivíduo. Se ele resiste, se não sucumbe à tentação de abandonar seus hábitos, prática e costumes meritórios, a Noite logo termina. Se, porém, ele sucumbe, entrega-se à estagnação profunda e abandona seu melhor modo de vida, então a Noite pode continuar em diferentes intensidades pelo resto de sua vida.
Deve-se compreender, repetimos, que esta não é uma experiência ou fenômeno que ocorre somente para os estudantes de misticismo. Aliás, ela não guarda relação direta com o tema do misticismo, exceto pelo fato de ser um fenômeno natural, psicológico e cósmico. Os místicos o explicam; os outros, não. Os psicólogos, por exemplo, dirão que se trata de um estado emocional, uma depressão temporária, um estado de ânimo que inibe o pensa­mento e a ação da pessoa, o que explica os fracassos e as frustrações. Eles procurarão encontrar algum pensamento, alguma repressão subconsciente para explicar tal estado. Como dissemos, a Noite Negra ocorre na vida de todo mundo, independentemente de a pessoa conhecer ou não algo de misticismo. É bem provável que você tenha conhecido alguma pessoa que passou por esse período. As coisas para tal pessoa pareciam redundar em fracassos, a despeito de quanto esforço ela fizesse. Então, algum tempo depois, es­sa pessoa tomou-se bem sucedida, feliz, parecendo ter outra personalidade.
Entretanto, o indivíduo, por sua própria negligência, pode acarretar condições semelhantes às da Noite Negra. Uma pessoa preguiçosa, indolente, descuidada, indiferente e sem senso prático acarretará muitos fracassos à sua própria vida. Ela pode lastimar-se de sua sina a outros, e, se conhecer algo a respeito, poderá mesmo dizer que está passando pela Noite Negra. Mas saberá que a falha está em seu próprio interior.
A diferença entre esta pessoa e o indivíduo que está realmente passando pela Noite Negra está em que o último, pelo menos a princípio, sinceramente procurará enfrentar cada situação e aplicar seu conhecimento até que chegue a compreender que está bloqueado por algo maior que sua própria capacidade. A pessoa indolente, porém, sempre sabe que é indolente, quer isto admita ou não. A pessoa negligente sempre sabe que negligenciou o que deveria ter realizado. A pessoa descuidada que é as­sim por hábito, sabe que não vai muito longe e que comete muitos erros.




Abraços Fraternos .:.
Bruxo Branco