Google+ Confraria do Bruxo: Maio 2013

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Transmute o Medo Concreto em Abstrato


Cada criação mental, quando mantida consistente por determinado período, ganha vida no reino das ideias ou no reino das emoções. Logo, seus temores, suas angústias, seus apegos e suas raivas tornam-se concretos no seu campo existencial. Todo o seu poder, toda a sua energia preenche essas criações dando-lhes “vidas próprias”.

Assim, o ato de sua criação já está consumado. O que agora existe, não deixará de existir por si só, não irá desvanecer a menos que você interceda. Negar o que está feito é uma atitude inútil, pois sua criação mental/emocional continuará existindo e ligada a você. Não é porque você não vê que algo deixa de existir. E cedo ou tarde ambos vão se reencontrar e você sairá novamente ferido.

O que você deve fazer é encarar seus medos, apegos, angústias e tristezas de frente. Olhá-los de forma convicta e reconhecê-los como existentes. Em seguida, comece então a procurar entender o porquê de sua existência, o porquê de sua origem, o porquê de você ainda estar vinculado a eles.

A menos que você entenda o porquê de tê-los criado, jamais poderá abstraí-los, transcendê-los, sublimá-los.

Se você tem um medo e este medo o está impedindo de continuar com sua vida, com seu processo evolutivo, é necessário então encará-lo. Não, você não deve lutar. A luta apenas perpetua a existência de sua criação mental. Havendo luta, haverá sofrimento e seus temores se alimentam de sentimentos densos. O que você deve fazer é decompor o seu medo, purificando-o, sublimando-o, tornando-o novamente abstrato, não mais concreto.

Transforme então o seu medo em algo positivo. Use-o para superar a si mesmo, convertendo-o em coragem. Logo, ele deixará naturalmente de existir como uma criação concreta, pois seu poder se esvaiu ao se transmutar em algo mais sublime e excelso.

Se o seu medo é de ficar sozinho, enquanto você ainda estiver procurando por pessoas para lhe fazer companhia, ele continuará existindo concretamente em sua mente. O medo só deixará de ser medo quando se transformar em outra coisa.

Assim, para purificá-lo, para desconcertá-lo diga: “Eu tenho medo de ficar sozinho, por isso eu amo ficar sozinho”. No instante em que você insere o amor no medo, este deixa automaticamente de existir. Mas veja que não é da boca para fora, é necessário ter a volição e o sentimento verdadeiros para que essa alquimia de fato aconteça.

“Eu tenho medo de altura, por isso estou louco para viajar de avião.”
“Não quero perder você porque eu não preciso de você.” 
“Que bom que tenho medo da morte! Encontrarei um monte de amigos do outro lado!”

Para desconstruir suas criações mentais é necessário que você abstraia qualquer linearidade, qualquer conceito objetivo a respeito delas. Isso é transformar o concreto em abstrato. É tirar todo o sentido intelectual/emocional de algo.

Todas as negatividades são distorções de seu princípio original. Logo, a raiva é uma distorção da tranquilidade, o medo é uma distorção do amor, a tristeza é uma distorção da felicidade. Você então deve purificar essas distorções, levando-as de volta às suas origens.

Obviamente, esse não é um processo rápido e fácil, mas é essencial para que você se emancipe como divindade na matéria.

Conheça o seu medo e compreenda-o de maneira profunda. Não busque vencê-lo, busque convertê-lo em sua contraparte. Transforme o medo em amor, o apego em desprendimento, a raiva em tranquilidade, a tristeza em alegria. Ame estar com medo, apegue-se desprendido, tenha raiva pacífica, alegre-se com sua tristeza.

Vá alterando aos poucos as vibrações, acrescentando positividade na negatividade e quebrando a linearidade e o sentido de cada uma de suas criações. Deixe-as perplexas e confusas.

Pouco a pouco você começará a transcender seus temores de maneira pacífica, silenciosa e amorosa. Pois não se pode transformar nada de uma hora para outra. Isso é naturalmente inviável.

É necessária uma gota de cada vez para criar um oceano. Assim é a evolução, assim é a alquimia interior. 
.
.
Confira no link abaixo 5 dicas para você superar seus medos.




Abraços Fraternos,
Bruxo Branco!




Fonte: www.libertesedosistema.blogspot.com.br

Dicas Para Superar o Seu Medo


1. Aceitá-lo 
Engana-se aquele que crê poder superar seus temores renegando-os. Também se engana quem pensa em confrontá-los a fim de findá-los. Em ambos os casos o que existe é apenas a permanência do medo. Ele é uma criação perpetuada no reino das emoções, logo sua dissipação naturalmente não se dá por si só. Da mesma forma, confrontá-lo é realimentá-lo, pois é disso que ele vive.

Existe algo que suporta toda a matéria e tudo o que dela provém. É um fluxo constante, como a correnteza de um rio. Quando esse fluxo é bloqueado, diz-se que se está distorcendo a natureza da própria existência. Bem-aventurados são os que o compreendem e seguem-no em harmonia e paz. Quando isso é aprendido, o homem torna-se senhor de sua vida, pois não está mais contra a natureza.

Logo, ele compreende que para vencer o medo é necessário aceitá-lo, pois sendo sua própria cria, renegá-lo ou confrontá-lo é ferir o próprio filho. O medo existe e continuará existindo a menos que você o eduque e o transforme em algo melhor. Deste modo, reconhecê-lo como existente é o primeiro passo para instruí-lo corretamente, recolocando-o de volta a favor do Dharma, do fluxo da Criação.

2. Conhecê-lo Profundamente

Dizia-se que na antiga arte da guerra, a tarefa principal do estrategista era a de conhecer o inimigo para então poder derrotá-lo. Aqui não há guerra, não há luta, não há conflito. Todavia, mesmo numa atitude pacífica ainda se faz necessário conhecer aquele o qual se deseje instruir. "Vencer o medo" é apenas uma alegoria. De fato, o que se pretende é purificá-lo, transformando-o em outra coisa.

Conhecê-lo não é apenas no reino da superficialidade, mas em todas as nuances na qual ele age e por quais razões o faz. É preciso desmistificá-lo, destrinchá-lo a fim de entendê-lo de maneira profunda. Sendo parte de você, sendo sua cria, o mínimo que lhe é pedido pela naturalidade da situação é que conheça seu filho.

Saiba por que ele surge, por que ele está sempre à espreita, por que você ainda não foi capaz de superá-lo. Conheça-o como a você mesmo.

3. Desvendar Sua Origem

Tudo o que é da matéria, tudo o que é do limitado tem uma origem. A própria manifestação tem uma origem. Logo, para instruir o seu medo a fim de sublimá-lo é necessário ir fundo e desvendar sua origem. Em algum momento o medo foi criado. No instante de seu nascimento, sua inconsciência permitiu que esta cria se tornasse senhora de seu criador, você. Volte no tempo e tente encontrar o momento exato em que o medo surgiu.

Isso abrirá seus olhos para uma nova perspectiva, a do observador distante. Entenderá, deste modo, o quão tolo foi ao aceitar a vinda desta criação para sua vida, uma vez que os motivos, agora a olhos distantes, são pueris e, quem sabe, néscios.

Compreender a origem do medo é saber o ponto exato em que o sentimento da verdade, do não-medo, deixou de existir. E trazer de volta, ou reavivar, tal verdade, tal sentimento torna-se muito mais simples quando sabemos exatamente do que se trata.

4. Entender Suas Implicações

O medo traz diversas implicações que só podem ser compreendidas quando se tem total aceitação sobre ele e total conhecimento a respeito de sua personalidade e origem. Logo, após estar ciente do que o medo é e de onde ele surgiu, você será capaz de olhar de forma contumaz e atenta para todos os efeitos colaterais advindos dele.

Entender essas implicações traz de volta a razão, uma vez que agora, consciente do que está acontecendo, pode-se compreender que nada do que se origina do medo deveria estar presente em sua vida. A paranóia, a ansiedade, a irritação, a reclusão, o cansaço, a ignorância, tudo isso são implicações do medo. Identificá-las só é possível através dos três estágios citados acima.

Logo, fica bastante evidente que não existe nenhum benefício para que o medo continue instalado em sua vida. Essa constatação não é superficial ou mental, mas profunda. Aqui já se está pronto para sublimá-lo.

5. Positivá-lo 
Uma vez que esteja completamente cônscio de que o medo não tem motivos para estar em sua vida, o próximo passo é de uma simplicidade absurda. Trata-se de olhá-lo profundamente nos olhos e amá-lo verdadeiramente. Isso só é possível após aceitá-lo e compreendê-lo em todas as suas variantes, pois se percebe o quão frágil ele é, assim como você o fora.

Naturalmente, de maneira silenciosa, ele irá desvanecer por completo. Ao notar-se sem qualquer motivo para existir, tende a dissipar-se, pois só pode existir como medo. Ao transformar-se em coragem, já não mais é o que era. Diz-se que ele foi sublimá-lo. Ao não ter mais motivos para existir e mesmo assim recebendo amor de seu criador, o medo se transforma em sua contraparte. Esse então é o desapego amoroso.

Logo, de forma natural, silenciosa e pacífica, o medo desaparece e jamais tornará a nascer, uma vez que cada medo é um ser individual e único. Quem aprende a transformar seus temores, desejos, anseios, tristezas e raivas em suas contrapartes, torna-se seu próprio mestre. Isso é alquimia interior.


Abraços Fraternos,
Bruxo Branco!


Fonte: www.libertesedosistema.blogspot.com.br

domingo, 26 de maio de 2013

A Interferência Espiritual em Doenças Sem Explicação


"Percorria Jesus toda a Galiléia, ensinando nas sinagogas, pregando o Evangelho do reino e curando toda a sorte de doenças e enfermidades entre o povo. E a sua fama correu por toda a Síria; trouxeram-lhe, então, todos os doentes acometidos de várias enfermidades entre o povo. E a sua fama correu por toda a Síria; trouxeram-lhe, então, todos os doentes acometidos de várias enfermidades e tormentos: endemoninhados, lunáticos e paralíticos. E ele os curou! (Mateus, 4:23-24)”.

A medicina clássica – na qualidade de ciência -, sem dúvida alguma, com todo o seu arsenal bioquímico e tecnológico, vem contribuindo significativamente na cura de inúmeras doenças catalogadas em seus tratados de patologia.

Graças ao surgimento de novos medicamentos, isso tem propiciado a cura de muitos males orgânicos. Não obstante, há determinadas doenças mais complexas nem sempre diagnosticadas pela medicina, cuja causa é de origem espiritual e, portanto, ainda não inseridas nos tratados de patologia médica. São as enfermidades da alma, do espírito e que se dividem em 3 grupos: as de natureza anímica (do latin anima = alma), ou seja, criada pela própria pessoa, de ordem psicológica; as derivadas das interferências espirituais externas (obsessores espirituais), e oriundas da combinação desses dois grupos (psicológica e agravada por uma interferência espiritual).

Em relação aos espíritos obsessores, divido em 2 grupos: iludidos e inimigos.
Iludidos, são entidades espirituais que, em muitos casos, não sabem que estão mortos (desencarnados), que não possuem mais o corpo carnal e, portanto, estão iludidos, pois acham que ainda estão vivos, e obsediam um ser encarnado anos a fio (em muitos casos, por séculos) com o intuito de querer ajuda ou de protegê-lo.
Certa ocasião em meu consultório, no inicio da sessão de regressão, a paciente viu uma entidade espiritual e, atônita, identificou como sendo o seu pai que faleceu há 30 anos. Surpresa, perguntou ao pai o que estava fazendo no consultório. Ele lhe respondeu dizendo que estava lá para protegê-la, pois a amava muito.

Perguntei à paciente se ele irradiava luz. Disse-me que não, que o via escuro, um vulto escuro. Então, esclareci à paciente que o seu pai estava nas trevas, na escuridão, e que ele não era um espírito esclarecido, do plano espiritual de luz (Astral Superior).
Desta forma, estava no consultório por conta própria (os espíritos de luz vêm ao meu consultório somente com a autorização do Plano Superior). Pedi então à paciente que lhe perguntasse se sabia que estava desencarnado, em espírito.
Ela me respondeu dizendo que ele estava nervoso, irritado com a minha pergunta – jogando os cabelos para trás com as mãos – da mesma forma que fazia quando ficava irritado em vida, e respondeu à filha que estava vivo sim, e que a amava muito e iria sempre protegê-la.

Pedi então à paciente que lhe esclarecesse que ele estava morto, em espírito, pois tinha falecido há 30 anos, e que estava prejudicando-a com sua presença. E o cansaço excessivo, depressão e o sono intenso que ela sentia com freqüência, na verdade eram sintomas provenientes da presença constante dele, das vibrações que ele emanava para a filha, e que precisava pedir ajuda aos espíritos amparadores para ser cuidado, tratado no Astral Superior.
Após o esclarecimento, a paciente me disse emocionada que seu pai estava chorando muito, pedindo-lhe desculpas, pois não sabia que com sua presença estava prejudicando-a.
Disse à filha que aceitava ajuda dos espíritos amigos, e que iria embora. Emocionados, ambos se despediram e o pai foi levado em direção a uma claridade maior por duas entidades de luz. Após essa sessão, todos os sintomas que a incomodava haviam desaparecido.

Por outro lado, os espíritos inimigos são aqueles desafetos do passado que obsediam uma pessoa querendo prejudicá-la a todo custo por esta também tê-los prejudicado no passado – desta vida ou de vidas passadas. São movidos pela vingança, pelo ódio, querendo o ajuste de contas. Aproveita-se de sua condição de invisibilidade (espírito) para prejudicar o seu desafeto encarnado, usando de todos os meios possíveis para agredi-lo, provocando inclusive doenças.
Neste aspecto, muitas doenças orgânicas têm uma origem espiritual – interferência desses espíritos – que se reflete no campo físico, evoluindo com febres, dores, inflamações e outros sintomas orgânicos, o que dificulta, e muito, um diagnóstico diferencial entre um distúrbio orgânico propriamente dito, e um distúrbio espiritual, impedindo um tratamento adequado.

Veja o caso de uma paciente que seu intestino parou de funcionar corretamente (só evacuava com remédio), e excesso de gases intestinais que lhe provocavam muitas dores.

Caso Clínico: Intestino preso
Mulher de 40 anos, solteira.

A paciente veio ao meu consultório queixando-se que desde sua adolescência (tinha na ocasião 17 anos) seu intestino parou de funcionar, não tinha vontade de evacuar e também gases em excesso (sentia fortes dores no abdome). Só evacuava com laxantes e quando evacuava, deixava o banheiro com um cheiro insuportável (sentia-se constrangida, principalmente quando o banheiro era público).
Procurou dois proctologistas (médico especialista no tratamento das afecções do reto e do ânus), fez todos os exames necessários e não foi constatada nenhuma anormalidade orgânica.
Mesmo com uma reeducação alimentar à base de germe de trigo, ameixa, etc, não conseguia evacuar, nada resolvia o seu problema.
No inicio da sessão de regressão pedi à paciente visualizar um portão (é um recurso técnico que funciona como um portal, “o portal da espiritualidade”, que separa o passado do presente, o mundo terreno do mundo espiritual) e o atravessasse para acessar o seu passado e descobrisse a causa de seu problema.

A paciente me relatou:
Vejo um portão bem velho, estou de frente para ele. É um portão vazado e nos dois lados (fora e dentro) o ambiente é esfumaçado, vejo um nevoeiro escuro. É um lugar muito feio (pausa).
Do lado de dentro do portão, vejo uma moça. Ela é bem branca, baixa e está parada. Não a vejo direito porque estou um pouco longe do portão”.

- Então, aproxime-se mais do portão – peço à paciente.
Não a vejo direito porque o nevoeiro é bem denso e escuro.
Mas essa moça fica parada, parece uma estátua”.

- Peça para ela se identificar – peço-lhe.
Veio em pensamento o nome de uma prima que faleceu num acidente de carro, há mais de 20 anos (foi na mesma época em que o intestino da paciente parou de funcionar)”.

- Pede para ela confirmar se realmente é sua prima – peço-lhe novamente.
Ela disse que sim. Éramos muito ligadas, embora ela fosse mais velha do que eu, casada e tinha um filho (pausa).
Minha prima está olhando para mim com uma fisionomia triste.
Usa um roupão com capuz cinza, muito velho… No dia de sua morte ela foi levar o meu tio (pai dela) no hospital (ele tinha sofrido um infarto) e, após deixá-lo aos cuidados da equipe médica em frente ao Pronto-Socorro, quando voltou para fechar a porta de seu carro foi atropelada por um ônibus. Após sua morte, seu filho também morreu (estava dirigindo sua moto, foi assaltado e levou um tiro).
Diz estar ainda muito triste porque teve que deixar o marido e o filho. Seu rosto está franzido e com manchas escuras. A minha prima agora está chorando (paciente também chora copiosamente).
Está com uma expressão de aflição e tristeza. Foi assim que se sentiu após perder sua vida naquele atropelamento (pausa).
Agora estou vendo uma outra entidade espiritual se aproximando no portão… É o filho dela que morreu assassinado.
Está todo de branco. Ele está chamando-a com os braços abertos…
Os dois estão se abraçando. Ele veio ajudá-la, irradia muita luz. Diz que vai cuidar dela, tirá-la desse lugar e levá-la para o plano espiritual de luz e ser tratada. Ela aceita e está muito contente por revê-lo novamente.
Agora, o filho dela está me dizendo que sua mãe ficou perturbada, desnorteada ao perder a vida de forma tão brusca e, como éramos muito ligadas, estava sempre comigo querendo a minha ajuda. Fala também para eu não me preocupar com a saúde que daqui para frente tudo irá se normalizar.
Estou vendo agora eles abraçados se afastando do portão, indo embora”.

Após essa sessão de regressão, a paciente me disse que seu intestino voltou a funcionar – estava evacuando todos os dias sem precisar mais tomar medicação, e os gases intestinais haviam desaparecido.


Abraços Fraternos,
Bruxo Branco!


Fonte: Livro”Experiências de Regressão” - Osvaldo Shimoda
Terapeuta, criador da Terapia Regressiva Evolutiva (TRE), a Terapia do Mentor Espiritual.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Perguntas Para Refletir



O que é mais importante, frequentar a igreja, o centro espírita, fazer novenas e orações, ou tornar-se uma pessoa melhor?

De que adianta adentrarmos os templos da nossa fé, se trazemos a mente carregada de maus pensamentos; se o coração não perdoa; se as emoções ficam girando em torno dos interesses materiais e das paixões inferiores?

Jesus foi muito claro ao dizer: “Antes de entrares no templo para fazeres tua oferenda, vai e reconcilia-te com teu inimigo”.

Isto significa claramente que para entrarmos em contato com as forças mais altas devemos primeiro limpar nosso coração de todos os ódios, das mágoas e das sujeiras mentais que ali desenvolvemos com nossas atitudes egoístas e antifraternas.


Reflita muito...





Abraços Fraternos,
Bruxo Branco!

domingo, 5 de maio de 2013

Mediunidade é Fenômeno Natural ou Sobrenatural?


A parapsicologia tem estudado os potenciais psíquicos humanos e chegou à conclusão de que existe a paranormalidade. Os fenômenos Psi (telepatia, clarividência, premonição, telecinesia ou capacidade de mover objetos com o pensamento) ocorrem de fato.

Realmente, há pessoas que possuem a sensibilidade para perceber além dos cinco sentidos físicos. A astrofísica Elizabeth Rauscher, consultora da NASA, hoje se dedica à Psiência, que é a ciência dos fenômenos Psi.

Na revista Super Interessante (Editora Abril, edição 267 – Julho/2009) li uma matéria O Mundo Paranormal, a qual relata que o governo americano tinha começado um programa ultra-secreto de formar um exército de paranormais – um batalhão de gente com talento – para prever o futuro e usar a clarividência para fazer espionagem. Cientistas da Universidade de Stanford fizeram testes com esses homens. O Stargate – nome do programa – durou até 1995, quando o governo Clinton pôs fim ao programa por conta de seu alto custo.
Esse projeto é uma prova de que os sensitivos foram levados a sério por instituições sérias.
Diz ainda a revista que não é só na espionagem militar que os serviços dos sensitivos estão sendo utilizados, mas também na polícia, na medicina e no marketing.
A polícia da Florida e o FBI usam os serviços dos sensitivos para ajudá-los a encontrar assassinos foragidos, crianças sequestradas e até aviões desaparecidos.
Muitas vezes o sensitivo lança mão da psicometria pegando algum objeto do morto e, a partir dele, recolhe informações sobre a vítima e tenta se colocar no lugar dela na hora do crime.
Depois, relata os detalhes do crime à polícia, como o local onde o corpo está enterrado ou o nome do assassino.

Nos EUA, há sensitivos que se especializam em trabalhar para empresas como consultores dizendo quais os melhores terrenos para companhias de mineração comprarem ou em qual produto a empresa deve investir.
Na medicina, um grupo de sensitivos brasileiros, do Distrito Federal, realiza diagnósticos de doenças, como o câncer, enfizema, úlcera e problemas circulatórios. Para testar essas habilidades, uma pesquisa em andamento na Universidade de Brasília acompanha os diagnósticos dessa equipe de sensitivos. Depois, os pesquisadores vão conferir os resultados obtidos com os exames clínicos para ver se coincidem.

Sem dúvida alguma, a aplicação da fenomenologia Psi abre uma perspectiva de valor incalculável à humanidade.
No entanto, a parapsicologia não vai além dos limites humanos por ainda se estruturar num modelo científico materialista.
Sendo assim, não aceita a existência dos seres extrafísicos, ou seja, os espíritos desencarnados.
Nega, portanto, que esses seres possam intervir em nossas vidas. É uma ciência materialista que ainda engatinha e pouco conhece do potencial espiritual do ser humano.
Por outro lado, o que a parapsicologia descobriu em suas pesquisas laboratoriais já vem há séculos sendo estudado pelas filosofias orientais e mais recentrmente pelos espíritas.
Todos eles sempre afirmaram que a mediunidade é condição natural do ser humano, que todos somos médiuns, uns mais e outros menos desenvolvidos.
Desta forma, somos todos canais (mesmo não sabendo) das forças superiores (seres de luz) e inferiores (seres das trevas).
Portanto, somos todos influenciados pelos seres espirituais desencarnados, em nossa maneira de pensar, sentir e agir.

Apesar de a mediunidade ser um atributo natural do ser humano, há um desconhecimento e despreparo de nossa cultura a começar pelo termo paranormal que evidencia a nossa ignorância no tocante à natureza humana.

O termo paranormal significa além do normal; portanto, é um termo equivocado no que se refere à fenomenologia natural da mediunidade que não tem nada de sobrenatural.

A ignorância também leva ao preconceito, ao medo, sendo que algumas religiões atribuem ao diabo (ou Satanás) a fenomenologia da incorporação mediúnica.

No livro Psicotranse (editora Pensamento, págs 25, 26 e 27) de autoria do médico bahiano Dr. Eliezer Mendes, ele afirma: "Embora reconheçamos a boa intenção dos vários meios religiosos que militam nas esferas da mediunidade, chamamos a atenção para o cerceamento que pretendem implantar para a fenomenologia mediúnica, transformada em objeto de altar e de santificação, ao ponto de estabelecerem condições de misticismo para a sua utilização, quando o fenômeno é um atributo natural dos seres vivos, transcendendo a esfera do ser humano.
Ao propormos eliminar os aspectos sagrados dessa fenomenologia estamos criando condições naturais de sua utilização em termos profissionais. Aí vem a segunda questão levantada pelos defensores da tese mística: – Não se pode vender mediunidade nem remunerar os sensitivos no exercício de seu mister. ‘Dai de graça o que de graça recebestes’. Reconheço o zelo e o cuidado que se dedica a uma questão tão delicada, mas não aceito integralmente a tese da gratuidade."

Concordo plenamente com as idéias defendidas pelo Dr. Eliezer Mendes. Aliás, um grande pioneiro na utilização de médiuns para a cura dos pacientes. Ele sustenta também a tese de que vários distúrbios físico-psíquicos indicam a existência de uma mediunidade desajustada. Neste sentido, tanto o epiléptico quanto o psicótico são considerados sensitivos desajustados, sendo a esquizofrenia um psicotranse em estado permanente ou descontrolado. Quando esses pacientes recuperam a saúde, tornam-se, quase invariavelmente, sensitivos equilibrados.

Caso Clínico:
Por que atraio homens que acabam sempre me traindo?
Mulher de 26 anos, solteira.

A paciente veio ao meu consultório querendo entender o por quê de seus relacionamentos afetivos acabarem sempre da mesma forma, ou seja, sendo traída. No seu trabalho os colegas a prejudicavam por conta da inveja. Sendo assim, era uma pessoa muito desconfiada, pois sempre via maldade nas pessoas e, com isso, ficava na defensiva por sempre achar que elas iriam prejudicá-la.
Desde os 13 anos era atormentada por pesadelos constantes sobre um homem que a ameaçava dizendo que iria pegá-la, que ela não iria ficar com nenhum namorado. Acordava vomitando.
Sentia dores de cabeça, na nuca e sensações de arrepio, ardume e frio no braço esquerdo. Sentia também tosses constantes que a sufocavam, era acometida por dúvidas, pensamentos negativos que a deixavam depressiva, confusa, angustiada e insegura.

Ao regredir me relatou:
Sinto o meu corpo todo arrepiado (arrepios no corpo nesta terapia indicam sempre uma presença espiritual de luz -se forem suaves, quentes, agradáveis-, e uma presença das trevas quando intensos, gélidos e desagradáveis).
Sinto também uma mão na minha testa (é a presença do ser obsessor tentando bloquear a mente da paciente, sabotando a terapia para que a mesma não veja e nem traga nada no processo regressivo).
Vejo uma cruz preta nas pedras… Nossa… Está muito confuso!(é comum também o obsessor espiritual interferir na sessão de regressão, confundindo e não deixando o paciente se concentrar).
Vêm flashes muito centrados da figura de um homem. Seu cabelo é comprido, na altura dos ombros, crespo, e ele usa uma roupa cinza.
Eu o reconheço, é o mesmo homem que aparece desde os meus 13 anos em meus sonhos, me ameaçando”.

- Diga a esse ser espiritual se identificar – peço à paciente.
Veio intuitivamente que ele é um inimigo” (a comunicação com os espíritos sempre ocorre de forma intuitiva, em pensamento, telepaticamente).

- Pergunte o que você fez para ele no passado? – Peço novamente à paciente.
“Eu o matei numa vida passada, apunhalando-o. (pausa). Perguntei se ele pode me perdoar por ter tirado a sua vida? Ele responde que não.
Vejo um barranco de terra e pedra… A imagem vem muito embaçada. Vi também uma mão feminina segurando um punhal”.

- Pergunte em pensamento ao seu mentor espiritual se ele tem algo a lhe dizer – peço à paciente.
É para pedir a esse ser obsessor que vá para a Luz… Tem uma neblina acinzentada, a imagem vem em flashes (lugar de neblina acinzentada ou escura é sempre a região das trevas, do umbral)”.

Na sessão seguinte, pelo fato da paciente ter encontrado dificuldades em se comunicar com o seu mentor espiritual e trazer algo de seu passado, por conta de seu obsessor espiritual ter bloqueado, sabotado a sessão, solicitei a presença da sensitiva Ana Claudia para que fizesse a captação, entrando no campo de energia da paciente e, com isso, descobrisse a causa de seus problemas e conversasse com o mentor espiritual da paciente para receber suas orientações.

Vou transcrever na íntegra, o que a médium captou:
Vejo um homem caído… Ele foi apunhalado pelas costas. Vou voltar um pouco antes dessa cena para ver quem ele era. (pausa).
Era o meio-irmão da paciente nessa vida passada, e ele a molestava sexualmente. Um dia, não aguentando mais, a paciente o apunhalou matando-o quando ele tentou -novamente- abusá-la sexualmente.
Vejo agora uma luz aqui no consultório… Pergunto quem é, e ela me responde que é a mentora espiritual da paciente. Ela está vestida de branco, diz que o seu nome é Cecília”.

- Pergunte à Cecília como podemos ajudar à paciente? – Peço à sensitiva.
Ela diz:
Primeiro, ela precisa ter fé, muita fé, acreditar que há ajuda espiritual. As sensações que a irmã (paciente) sente, ou seja, as tosses que a sufocam, a depressão, angústia, raiva, confusão, vêm dele, de seu obsessor espiritual.
Ele quer que ela se sinta culpada pela morte dele. Por isso, ele sempre a deixa com dúvidas, pensamentos negativos, que deixam confusa, angustiada e insegura. É ele que interfere em seus relacionamentos afetivos, fazendo com que os seus namorados se afastem, e que seus colegas de trabalho a prejudiquem. As dores de cabeça e na nuca, bem como os arrepios, ardume e sensação de gelo em seu braço esquerdo são também por conta da presença desse ser. Ela capta o campo vibracional dele.
Ela tem que cortar, não pode lhe dar poder. Precisa ser forte.
Ele é um ser pouco evoluído, tem raiva dela porque tirou sua vida nessa encarnação passada, mas não faz sentido a irmã carregar essa culpa, pois não aguentava mais ser humilhada e acabou apunhalando-o em legítima defesa.
Minha filha, não precisa se sentir culpada. Estou sempre com você, mas não pode dar poder a esse ser, temendo-o. Ele está para ser levado para a Luz. Acredite no bem. Ele sabe o seu ponto fraco, que é a dúvida; então, não pode lhe dar força. Quando sentir que está com raiva, confusa, pare! Diga não! Deve dizer não para ele, não tenha medo. Se fica temendo, achando que ele tem forças para prejudicá-la, realimenta a presença dele em sua vida. Esse ser não tem esse poder como você acredita. É fundamental negar a sua presença dizendo: ‘Eu quero que você vá para a Luz, não quero mais sua presença em minha vida’. É preciso negar a existência dele. De acordo com a Lei da Afinidade, uma das Leis do Universo, se você baixa o seu campo vibracional, cultivando o medo, o pessimismo, a dúvida, a negatividade, acaba entrando na mesma frequência dos seres das trevas.
E isso faz com que ele esteja sempre com você. Minha filha, você precisa se perdoar! Saia dessa sintonia, não duvide! Lembre-se: A dúvida é a antítese da fé. A bondade é maior. Tenha fé em Deus!”.

Após essa sessão, a paciente me disse que estava seguindo as orientações de sua mentora espiritual, não entrando mais na sintonia do obsessor, procurando elevar seus pensamentos, sentimentos e atitudes. Apesar de ainda perceber a presença dele, a estava sentindo bem menos. Lembrou que a sua mentora espiritual havia revelado que ele estava para ser levado para a Luz. Por isso, estava consciente de que agora tudo se tornara uma questão de tempo. A paciente me confidenciou que estava se sentindo mais calma, tranquila e mais autoconfiante.


Abraços Fraternos,
Bruxo Branco

Fonte: Livro”Experiências de Regressão” - Osvaldo Shimoda
Terapeuta, criador da Terapia Regressiva Evolutiva (TRE), a Terapia do Mentor Espiritual.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Sou Louco ou Médium? Loucura x Mediunidade?


O dicionário Aurélio define “mediunidade” como a condição de médium; e “médium” como o intermediário entre os vivos e as almas dos mortos. Potencialmente, todos somos médiuns. Ou seja, a mediunidade é condição natural do ser humano, pois se trata de uma faculdade inerente ao espírito. Neste sentido, a mediunidade faz parte da natureza do homem e, portanto, não há nada de sobrenatural. Em verdade, a mediunidade é um tipo de transe que pode ser provocado de forma mediúnica por espíritos bons ou maus e pela indução hipnótica. Alguns a possuem em estado bastante aflorado; são pessoas muitos sensíveis, pois receberam uma preparação em seu corpo espiritual (perispírito) antes de reencarnar para exercerem sua mediunidade; outras, a possuem em estado latente e, portanto, precisam desenvolvê-la.
Não obstante, a ciência médica e a psicológica ainda associam as manifestações mediúnicas a distúrbios psiquiátricos. Desta forma, os médiuns que incorporam seres “invisíveis” e/ou ouvem suas vozes, são diagnosticados como esquizofrênicos.

No entanto, nas últimas décadas, muitos pesquisadores têm demonstrado que vivências mediúnicas não estão necessariamente associadas a quadros patológicos. O Dr. Mauro Kwitko, psiquiatra de Porto Alegre é autor do livro “Doutor, Eu Ouço Vozes!” Neste livro, Kwitko busca fazer um diagnóstico diferencial entre distúrbios psiquiátricos e mediunidade.

Um outro médico psiquiatra, o Dr. Alexandre Moreira de Almeida, defendeu a tese: “Fenomenologia de Médiuns Espíritas” no Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, da Faculdade de Medicina da USP. Almeida traçou o perfil de saúde mental de 115 médiuns. No final do trabalho, o psiquiatra concluiu que todos apresentavam uma boa saúde mental, apesar de terem visões e ouvirem vozes alheias aos seus pensamentos. A banca à qual o psiquiatra defendeu sua tese foi composta por pesquisadores destacados e de renome internacional que fizeram elogios e críticas ao seu trabalho. Sua tese foi aprovada pela banca.

Na minha prática clínica, em meu consultório, é comum os pacientes entrarem em transe mediúnico (estado alterado de consciência) após a indução ao relaxamento profundo e pela ação dos espíritos de elevada (ou de pouca) evolução. É por isso que na entrevista inicial de avaliação (anamnese), fico atento às queixas de dores e doenças relatados por eles, cujas causas, apesar de se submeterem a todos os exames médicos, não foram encontradas. Essas queixas e doenças podem ser um indicador de que alguns pacientes têm uma mediunidade “aberta”.
Observei ainda o seguinte quadro clínico frequentemente apresentado por eles:

- Dores pelo corpo que se manifestam ora em um lugar, ora em outro;
- Frio nas extremidades das mãos e dos pés;
- Sintomas de doenças; queda de pressão, falta de ar, arrepios;
- Dor na nuca, enjôo e cabeça pesada;
- Calafrios no corpo todo, chegando a apresentar febre;
- Instabilidade emocional, que vai da euforia, agitação, ansiedade, instabilidade e nervosismo à depressão sem causa aparente, bem como choro fácil;
- Pensamentos negativos, pessimismo.

Veja a seguir o caso de uma paciente que, por conta de sua mediunidade aflorada, desenvolveu uma doença (queda de cabelos) e uma série de problemas de ordem emocional.

Caso Clínico:
Mulher de 40 anos, solteira.

A paciente veio ao meu consultório se queixando dos seguintes problemas:
1 – Instabilidade emocional que ia da euforia, agitação, ansiedade, irritabilidade e nervosismo à depressão sem causa aparente. Portanto, ria e chorava facilmente;
2 – Síndrome do Pânico (sensação de desmaio, falta de ar, sudorese nas palmas das mãos, ansiedade intensa) e Agorafobia (medo de espaços abertos, de sair de casa);
3 – Manifestações de TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo): a mania de várias vezes se certificar se deixou a porta trancada, se fechou a torneira, o botijão de gás e se desligou o interruptor de luz;
4 – Queda de cabelo (falhas pela cabeça toda);
5 – Pensamentos negativos, pessimismo;
6 – Ouvia permanentemente uma criança chorando muito;
7 – Sentia calafrios pelo corpo todo.
Todos esses sintomas se manifestaram quando a paciente foi trabalhar no Japão (paciente é descendente de japoneses). Antes era calma, tranqüila e não apresentava, portanto, nenhum desses problemas.

Ao regredir me relatou: “Vejo uma casinha de palha. Dentro, vejo um velho de barba que veste uma roupa velha. Está sozinho e se apóia numa bengala. Ele está sentado na cadeira. Estou vendo-o na porta da casa dele que fica num campo cheio de árvores. Ele também é japonês. Sinto que esse homem é muito ruim”.

- Veja o que ele fez para você – pergunto-lhe.
Para mim ele não fez nada, mas para os outros sim… Eu estou na porta, não quero entrar, não quero conversar com esse velho (Pausa).
Vejo agora cenas horríveis de seu passado. Ele trabalha para o Imperador do Japão, numa época muito antiga, do tempo dos samurais. Ele era cobrador de impostos e com os camponeses que não pagavam os impostos, ele mesmo fazia justiça com as suas próprias mãos, cortando a cabeça deles com sua espada. É horrível!!! Eu o vejo cortando as cabeças (paciente chora intensamente). Em muitos casos, ele chegava a executar cortando a cabeça de todos os membros da família que não pagava os impostos. Ele não se arrepende e ainda dá gargalhadas. Ele fala consigo mesmo em japonês dizendo que foi somente mais uma morte e sai correndo cobrando os impostos de casa em casa (pausa).
Vejo agora o filho de um homem de quem ele decepou a cabeça indo atrás dele para tentar se vingar da morte do pai. Ele matou toda a família do velho e, em seguida, ateou fogo em sua casa. Só não o matou propositadamente para ele sentir na própria pele o sofrimento de perder uma família.
Ele queria era matar as pessoas que não o pagavam.
Toda a sua economia estava guardada em sua casa. Como no fim ficou sem dinheiro, ele cortou todas as árvores de sua propriedade para vendê-las.
Na verdade, o Imperador não sabia das dívidas desses camponeses. Quando ficou sabendo o mandou prender porque era proibido fazer isso na época. Ele só podia fazê-lo com a ordem do Imperador. Como era amigo do Imperador, achou que não iria acontecer nada com ele. Mas o velho acabou fugindo, não quis pedir perdão e clemência ao Imperador porque era muito orgulhoso.
Vejo-o correndo pela floresta – há dias passando muita fome – até que encontrou uma casinha de palha no meio de um matagal”.

- Avance mais para frente nessa cena, anos depois – peço-lhe.
Ele foi envelhecendo, vejo-o de cabelos grisalhos e bem compridos. Até chegar à velhice, sofreu muito. Vivia com medo que os soldados do Imperador o encontrassem, pois se fosse encontrado, iria ser executado. Os espíritos daquelas pessoas que ele matou, aparecem para ele sem as cabeças”. (pausa).

- Vá prosseguindo nessa cena – peço-lhe.
Ele está doente, quer pedir perdão, tem necessidade de confessar seus pecados a um monge”.

- Vá para o momento de sua morte – peço-lhe.
Ele está deitado na cama, bem magro. Quer confessar o que fez nessa vida passada para mim, quer que eu o escute. Mas digo a ele que não sou monge para escutá-lo. Ele está deitado na cama gemendo, com a boca aberta querendo que eu o ajude. Digo para ele que nem me conhece. Ele responde que me conhece, que é da minha família, se identifica como sendo o meu tataravô paterno. Diz que estava me esperando para falar comigo. Diz também que por influência dele os meus cabelos caíram; foi ele que me deixou careca. Ele dá risadas”.

- Pergunte-lhe por que ele ri – peço à paciente.
Ele fala que não queria que isso acontecesse, mas era a única forma que encontrou para me pedir ajuda, porque ele queria se redimir dos seus pecados. Diz que morreu sem ter ninguém a quem pudesse confessar os seus pecados. Ele me pede desculpas por ter me deixado careca, pede perdão por tudo que fez em seu passado porque quer descansar em paz. Diz ainda que ficou vagando por muito tempo após a sua morte (mais de um século). Ele faleceu naquela casinha.
Eu o desculpo, apesar de tudo que ele cometeu. Fala que antes de mim se manifestou em uma outra parenta (tia do meu pai). Ela também perdeu os cabelos, mas como não acreditava em espíritos, achou que a queda de cabelos fosse alguma doença. Ele me procurou porque eu tenho uma mediunidade aflorada. Diz que está contente por me ver, por isso ri. Precisava conversar com alguém, estava vagando sozinho, e sente ainda muita fome”.

- Pergunte-lhe se ele quer ser ajudado – peço à paciente.
Diz que sim. (pausa).
Estou vendo-o agora sendo carregado por uma entidade de luz que o leva a um lugar cheio de flores e borboletas brancas. Ele está feliz, me agradece por ter procurado a sua ajuda (Terapia de Vidas Passadas). Está se despedindo de mim e agradece ao senhor também”.

Ao término da sessão, a paciente estava visivelmente emocionada, porém com uma fisionomia serena e tranqüila. Após passar por mais quatro sessões de regressão, estava se sentindo muito bem, mais centrada e calma, e todos os seus sintomas do TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo) haviam desaparecido.
Seu medo de sair de casa havia sumido também, não apresentava mais a Síndrome do Pânico, bem como os pensamentos negativos e pessimistas.


Abraços Fraternos,
Bruxo Branco

Fonte: Livro”Experiências de Regressão” - Osvaldo Shimoda
Terapeuta, criador da Terapia Regressiva Evolutiva (TRE), a Terapia do Mentor Espiritual.