Google+ Confraria do Bruxo: Mediunidade é Fenômeno Natural ou Sobrenatural?

domingo, 5 de maio de 2013

Mediunidade é Fenômeno Natural ou Sobrenatural?


A parapsicologia tem estudado os potenciais psíquicos humanos e chegou à conclusão de que existe a paranormalidade. Os fenômenos Psi (telepatia, clarividência, premonição, telecinesia ou capacidade de mover objetos com o pensamento) ocorrem de fato.

Realmente, há pessoas que possuem a sensibilidade para perceber além dos cinco sentidos físicos. A astrofísica Elizabeth Rauscher, consultora da NASA, hoje se dedica à Psiência, que é a ciência dos fenômenos Psi.

Na revista Super Interessante (Editora Abril, edição 267 – Julho/2009) li uma matéria O Mundo Paranormal, a qual relata que o governo americano tinha começado um programa ultra-secreto de formar um exército de paranormais – um batalhão de gente com talento – para prever o futuro e usar a clarividência para fazer espionagem. Cientistas da Universidade de Stanford fizeram testes com esses homens. O Stargate – nome do programa – durou até 1995, quando o governo Clinton pôs fim ao programa por conta de seu alto custo.
Esse projeto é uma prova de que os sensitivos foram levados a sério por instituições sérias.
Diz ainda a revista que não é só na espionagem militar que os serviços dos sensitivos estão sendo utilizados, mas também na polícia, na medicina e no marketing.
A polícia da Florida e o FBI usam os serviços dos sensitivos para ajudá-los a encontrar assassinos foragidos, crianças sequestradas e até aviões desaparecidos.
Muitas vezes o sensitivo lança mão da psicometria pegando algum objeto do morto e, a partir dele, recolhe informações sobre a vítima e tenta se colocar no lugar dela na hora do crime.
Depois, relata os detalhes do crime à polícia, como o local onde o corpo está enterrado ou o nome do assassino.

Nos EUA, há sensitivos que se especializam em trabalhar para empresas como consultores dizendo quais os melhores terrenos para companhias de mineração comprarem ou em qual produto a empresa deve investir.
Na medicina, um grupo de sensitivos brasileiros, do Distrito Federal, realiza diagnósticos de doenças, como o câncer, enfizema, úlcera e problemas circulatórios. Para testar essas habilidades, uma pesquisa em andamento na Universidade de Brasília acompanha os diagnósticos dessa equipe de sensitivos. Depois, os pesquisadores vão conferir os resultados obtidos com os exames clínicos para ver se coincidem.

Sem dúvida alguma, a aplicação da fenomenologia Psi abre uma perspectiva de valor incalculável à humanidade.
No entanto, a parapsicologia não vai além dos limites humanos por ainda se estruturar num modelo científico materialista.
Sendo assim, não aceita a existência dos seres extrafísicos, ou seja, os espíritos desencarnados.
Nega, portanto, que esses seres possam intervir em nossas vidas. É uma ciência materialista que ainda engatinha e pouco conhece do potencial espiritual do ser humano.
Por outro lado, o que a parapsicologia descobriu em suas pesquisas laboratoriais já vem há séculos sendo estudado pelas filosofias orientais e mais recentrmente pelos espíritas.
Todos eles sempre afirmaram que a mediunidade é condição natural do ser humano, que todos somos médiuns, uns mais e outros menos desenvolvidos.
Desta forma, somos todos canais (mesmo não sabendo) das forças superiores (seres de luz) e inferiores (seres das trevas).
Portanto, somos todos influenciados pelos seres espirituais desencarnados, em nossa maneira de pensar, sentir e agir.

Apesar de a mediunidade ser um atributo natural do ser humano, há um desconhecimento e despreparo de nossa cultura a começar pelo termo paranormal que evidencia a nossa ignorância no tocante à natureza humana.

O termo paranormal significa além do normal; portanto, é um termo equivocado no que se refere à fenomenologia natural da mediunidade que não tem nada de sobrenatural.

A ignorância também leva ao preconceito, ao medo, sendo que algumas religiões atribuem ao diabo (ou Satanás) a fenomenologia da incorporação mediúnica.

No livro Psicotranse (editora Pensamento, págs 25, 26 e 27) de autoria do médico bahiano Dr. Eliezer Mendes, ele afirma: "Embora reconheçamos a boa intenção dos vários meios religiosos que militam nas esferas da mediunidade, chamamos a atenção para o cerceamento que pretendem implantar para a fenomenologia mediúnica, transformada em objeto de altar e de santificação, ao ponto de estabelecerem condições de misticismo para a sua utilização, quando o fenômeno é um atributo natural dos seres vivos, transcendendo a esfera do ser humano.
Ao propormos eliminar os aspectos sagrados dessa fenomenologia estamos criando condições naturais de sua utilização em termos profissionais. Aí vem a segunda questão levantada pelos defensores da tese mística: – Não se pode vender mediunidade nem remunerar os sensitivos no exercício de seu mister. ‘Dai de graça o que de graça recebestes’. Reconheço o zelo e o cuidado que se dedica a uma questão tão delicada, mas não aceito integralmente a tese da gratuidade."

Concordo plenamente com as idéias defendidas pelo Dr. Eliezer Mendes. Aliás, um grande pioneiro na utilização de médiuns para a cura dos pacientes. Ele sustenta também a tese de que vários distúrbios físico-psíquicos indicam a existência de uma mediunidade desajustada. Neste sentido, tanto o epiléptico quanto o psicótico são considerados sensitivos desajustados, sendo a esquizofrenia um psicotranse em estado permanente ou descontrolado. Quando esses pacientes recuperam a saúde, tornam-se, quase invariavelmente, sensitivos equilibrados.

Caso Clínico:
Por que atraio homens que acabam sempre me traindo?
Mulher de 26 anos, solteira.

A paciente veio ao meu consultório querendo entender o por quê de seus relacionamentos afetivos acabarem sempre da mesma forma, ou seja, sendo traída. No seu trabalho os colegas a prejudicavam por conta da inveja. Sendo assim, era uma pessoa muito desconfiada, pois sempre via maldade nas pessoas e, com isso, ficava na defensiva por sempre achar que elas iriam prejudicá-la.
Desde os 13 anos era atormentada por pesadelos constantes sobre um homem que a ameaçava dizendo que iria pegá-la, que ela não iria ficar com nenhum namorado. Acordava vomitando.
Sentia dores de cabeça, na nuca e sensações de arrepio, ardume e frio no braço esquerdo. Sentia também tosses constantes que a sufocavam, era acometida por dúvidas, pensamentos negativos que a deixavam depressiva, confusa, angustiada e insegura.

Ao regredir me relatou:
Sinto o meu corpo todo arrepiado (arrepios no corpo nesta terapia indicam sempre uma presença espiritual de luz -se forem suaves, quentes, agradáveis-, e uma presença das trevas quando intensos, gélidos e desagradáveis).
Sinto também uma mão na minha testa (é a presença do ser obsessor tentando bloquear a mente da paciente, sabotando a terapia para que a mesma não veja e nem traga nada no processo regressivo).
Vejo uma cruz preta nas pedras… Nossa… Está muito confuso!(é comum também o obsessor espiritual interferir na sessão de regressão, confundindo e não deixando o paciente se concentrar).
Vêm flashes muito centrados da figura de um homem. Seu cabelo é comprido, na altura dos ombros, crespo, e ele usa uma roupa cinza.
Eu o reconheço, é o mesmo homem que aparece desde os meus 13 anos em meus sonhos, me ameaçando”.

- Diga a esse ser espiritual se identificar – peço à paciente.
Veio intuitivamente que ele é um inimigo” (a comunicação com os espíritos sempre ocorre de forma intuitiva, em pensamento, telepaticamente).

- Pergunte o que você fez para ele no passado? – Peço novamente à paciente.
“Eu o matei numa vida passada, apunhalando-o. (pausa). Perguntei se ele pode me perdoar por ter tirado a sua vida? Ele responde que não.
Vejo um barranco de terra e pedra… A imagem vem muito embaçada. Vi também uma mão feminina segurando um punhal”.

- Pergunte em pensamento ao seu mentor espiritual se ele tem algo a lhe dizer – peço à paciente.
É para pedir a esse ser obsessor que vá para a Luz… Tem uma neblina acinzentada, a imagem vem em flashes (lugar de neblina acinzentada ou escura é sempre a região das trevas, do umbral)”.

Na sessão seguinte, pelo fato da paciente ter encontrado dificuldades em se comunicar com o seu mentor espiritual e trazer algo de seu passado, por conta de seu obsessor espiritual ter bloqueado, sabotado a sessão, solicitei a presença da sensitiva Ana Claudia para que fizesse a captação, entrando no campo de energia da paciente e, com isso, descobrisse a causa de seus problemas e conversasse com o mentor espiritual da paciente para receber suas orientações.

Vou transcrever na íntegra, o que a médium captou:
Vejo um homem caído… Ele foi apunhalado pelas costas. Vou voltar um pouco antes dessa cena para ver quem ele era. (pausa).
Era o meio-irmão da paciente nessa vida passada, e ele a molestava sexualmente. Um dia, não aguentando mais, a paciente o apunhalou matando-o quando ele tentou -novamente- abusá-la sexualmente.
Vejo agora uma luz aqui no consultório… Pergunto quem é, e ela me responde que é a mentora espiritual da paciente. Ela está vestida de branco, diz que o seu nome é Cecília”.

- Pergunte à Cecília como podemos ajudar à paciente? – Peço à sensitiva.
Ela diz:
Primeiro, ela precisa ter fé, muita fé, acreditar que há ajuda espiritual. As sensações que a irmã (paciente) sente, ou seja, as tosses que a sufocam, a depressão, angústia, raiva, confusão, vêm dele, de seu obsessor espiritual.
Ele quer que ela se sinta culpada pela morte dele. Por isso, ele sempre a deixa com dúvidas, pensamentos negativos, que deixam confusa, angustiada e insegura. É ele que interfere em seus relacionamentos afetivos, fazendo com que os seus namorados se afastem, e que seus colegas de trabalho a prejudiquem. As dores de cabeça e na nuca, bem como os arrepios, ardume e sensação de gelo em seu braço esquerdo são também por conta da presença desse ser. Ela capta o campo vibracional dele.
Ela tem que cortar, não pode lhe dar poder. Precisa ser forte.
Ele é um ser pouco evoluído, tem raiva dela porque tirou sua vida nessa encarnação passada, mas não faz sentido a irmã carregar essa culpa, pois não aguentava mais ser humilhada e acabou apunhalando-o em legítima defesa.
Minha filha, não precisa se sentir culpada. Estou sempre com você, mas não pode dar poder a esse ser, temendo-o. Ele está para ser levado para a Luz. Acredite no bem. Ele sabe o seu ponto fraco, que é a dúvida; então, não pode lhe dar força. Quando sentir que está com raiva, confusa, pare! Diga não! Deve dizer não para ele, não tenha medo. Se fica temendo, achando que ele tem forças para prejudicá-la, realimenta a presença dele em sua vida. Esse ser não tem esse poder como você acredita. É fundamental negar a sua presença dizendo: ‘Eu quero que você vá para a Luz, não quero mais sua presença em minha vida’. É preciso negar a existência dele. De acordo com a Lei da Afinidade, uma das Leis do Universo, se você baixa o seu campo vibracional, cultivando o medo, o pessimismo, a dúvida, a negatividade, acaba entrando na mesma frequência dos seres das trevas.
E isso faz com que ele esteja sempre com você. Minha filha, você precisa se perdoar! Saia dessa sintonia, não duvide! Lembre-se: A dúvida é a antítese da fé. A bondade é maior. Tenha fé em Deus!”.

Após essa sessão, a paciente me disse que estava seguindo as orientações de sua mentora espiritual, não entrando mais na sintonia do obsessor, procurando elevar seus pensamentos, sentimentos e atitudes. Apesar de ainda perceber a presença dele, a estava sentindo bem menos. Lembrou que a sua mentora espiritual havia revelado que ele estava para ser levado para a Luz. Por isso, estava consciente de que agora tudo se tornara uma questão de tempo. A paciente me confidenciou que estava se sentindo mais calma, tranquila e mais autoconfiante.


Abraços Fraternos,
Bruxo Branco

Fonte: Livro”Experiências de Regressão” - Osvaldo Shimoda
Terapeuta, criador da Terapia Regressiva Evolutiva (TRE), a Terapia do Mentor Espiritual.